só muda a agenda

Acho bem engraçado essa época de virada do ano. As pessoas acham que tudo vai ser diferente só porque janeiro está de volta e temos mais 12 meses até o próximo dezembro.

É um tanto quanto trabalhoso mudar de agenda, mandar desejos de um ano melhor para toda a sua lista de contatos, preparar jantar de ano novo, pular ondinhas, comer uvas… ai, ai, ai.

Bom, pelo menos a gente ganha uma folguinha e chefes mais legais.

Vou começar minha lista de metas (que sei que não serão realizadas) para o ano que vem. Veja algumas:

– Viajar para a Europa ou para o Chile;
– Ler mais;
– Terminar minha pós (essa eu sei que vai ser alcançada, nem que na marra);
– Trocar de carro;
– Comer menos;
– Fazer exercícios;
– Comprar menos;
– Juntar mais dinheiro;
– Emagrecer;
– Ver mais meu irmão.

Morrer

No último dia 25, em pleno Natal, meu primo de 21, 22 anos morreu. O motivo real, ninguém sabe ao certo e, sinceramente, agora, nem importa mais. Há poucos dias, ele era um motivo de preocupação para a família. Dava trabalho, causava choros, conversas entre a minha mãe, a dele e minha tia-avó.

Hoje, ele não passa de uma conta no Orkut, um nome escrito numa lápide e em uma certidão de óbito. Se foi e deixou o sentimento de culpa, uma dor na consciência e uma porção de se.

Eu, como sempre, tentei me omitir do enterro. Engraçado como sempre fujo da morte. Busco desculpas para não ir a velórios e ver o corpo do morto. Na minha cabeça, é melhor ficar com a imagem da pessoa viva. Quando vejo mortos, fico com aquela foto na cabeça por dias e, em alguns casos, anos. Nessas, sempre passo a imagem de que não me importo e sou fria.

Tenho medo de ver a morte porque ela me lembra que pode chegar para mim ou para as pessoas que mais amo. Sou tão cheia de planos e não gosto de pensar que ela pode interromper alguns dos meus planejamentos ou mudá-los.

O Anderson viveu intensamente esses 20 e poucos anos. Não sei se do jeito certo ou errado, mas isso não sou eu quem julga. Que a filhinha dele, a Yasmin, tenha uma sorte melhor.

Acho que eu não sei nada sobre matemática

Vamos ver se eu entendo: a crise bateu na porta, entrou e se esparramou no sofá. Todas as empresas falam em diminuição de custos, férias coletivas, demissões etc. Aí, o Lula manda a gente comprar tudo o que vê pela frente e os economistas (confio mais neles, que falaram que a marolinha do Lula era grande desde o início) falam que até nós precisamos controlar os gastos.

Então, na calada da madrugada de ontem, em Brasília, os políticos fazem a farra do boi e resolvem aumentar o número de vereadores pelo Brasil em quase 2 mil vagas. Ah, e eles afirmam que não vamos pagar a mais por isso.

Ainda bem que eu fiz humanas, né?

Textos de internet

Quem nunca recebeu um daqueles textos clichês assinados por Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo ou qualquer um desses autores que costumam abordar assuntos do cotidiano em suas escritas? Eu já recebi um monte e várias vezes me questionei sobre a veracidade dos mesmos.

Semana passada, estava ouvindo a coluna do Jabor na Rádio CBN e ele comentou justamente isso. Achei o máximo ele falando que nem que se esforçasse conseguiria escrever coisas tão óbvias, repletas de clichês e ruins como aquelas. Mas o melhor foi ele contando sobre quando foi abordado por uma baranga que tinha adorado uma frase dele falando sobre celulites. Adoro ouvir Jabor chamando uma mulher de baranga. Fica tão intelectual saindo da boca dele.

Quem tiver curiosidade, clique aqui

Parque do Povo

Passo em frente ao Parque do Povo todos os dias no meu caminho para o trabalho. Hoje, parada em frente a ele num trânsito do cão, fiquei observando sua grama verdinha e nova e me dei conta que ele é ladeado por grades. Sim, o Parque do Povo, que Gilberto Dimenstein enche a boca para dizer que é um presente para a população de São Paulo, é rodeado por grades de ferro intimidadoras. É uma tentativa de ninguém ter coragem para entrar?

Reflexões sobre a vida a dois

Hoje, meus pais completam 35 anos de casamento. Incrível como eu admiro o relacionamento deles e ao mesmo tempo busco algo diferente para mim. Adoro viver com quem eu vivo, mas confesso que adoro ter momentos meus, de completa solidão, às vezes. É, eu me acho uma ótima companhia. Não preciso de muita coisa além de mim.

Algumas vezes, quando descubro que vou ter esses momentos, me bate insegurança, incertezas, dúvidas e medo. Mas, quando eles chegam, me lembro de como eu sou uma pessoa legal e fico muito bem. Acho que é isso que me faz sentir viva. Preciso fingir que sou independente para ficar bem. Dependência me dá arrepios. Odeio me sentir mulherzinha!!

Ler, ver séries, fofocar com amigos queridos, dormir de atravessado na cama, ter uma hora só para mim são algumas das coisas que me fazem bem. Sou bem egoísta, eu sei, mas que atire a primeira pedra quem também não é.

Azarada? Eu?

Eu vivo falando que a Lei de Murphy foi inspirada em mim, mas ninguém acredita muito. Eis alguns fatos recentes que vão comprovar a minha tese:

– no dia em que acabou o seqüestro da Eloá, estava indo para casa, linda, bela e cheia de planos para a noite. Eis que, entrou uma ferramenta no pneu do meu carro, que, lógico, ficou todo ferrado! Chamo o seguro para trocar, espero uma meia hora, troca e lá vou eu de novo. Na Anchieta, o carro começa a esquentar. Segurei até bem perto de casa e o bicho ferveu. Chama o guincho, vou para casa de carona. Ligo para o mecânico, agendo uma “visita” e vejo a conta: R$ 600,00!

– há mais ou menos um mês, mudei de emprego. No dia em que estava indo ao novo escritório para acertar detalhes financeiros, o que acontece no caminho? Meu carro ferveu DE NOVO. Outro problema e mais R$ 400,00 de débito.  

– ontem, minha primeira festa num dos clientes do escritório. Estava tudo ótimo. Eis que, de repente, começo a sentir o corpo pesando e a vista escurecendo… Fiz uma sugestão: vamos sentar, chefa? Sentamos. E nada de melhoras… estava só disfarçando e fazendo cara de bonita. Melhorei um pouco, levantei e lá estava eu conversando com a diretoria da empresa/cliente. Eis que, começa tudo de novo. Pedi licença e corri para o banheiro. Tive o maior piriri da história, passei muuuuuuuuuito mal e ainda tive que mandar um SMS para a chefe não achar que eu tinha ido embora de repente e estava somente me acabando no banheiro. MICO!

E agora, você acredita que a Lei de Murphy buscou inspiração em mim?