Morrer

No último dia 25, em pleno Natal, meu primo de 21, 22 anos morreu. O motivo real, ninguém sabe ao certo e, sinceramente, agora, nem importa mais. Há poucos dias, ele era um motivo de preocupação para a família. Dava trabalho, causava choros, conversas entre a minha mãe, a dele e minha tia-avó.

Hoje, ele não passa de uma conta no Orkut, um nome escrito numa lápide e em uma certidão de óbito. Se foi e deixou o sentimento de culpa, uma dor na consciência e uma porção de se.

Eu, como sempre, tentei me omitir do enterro. Engraçado como sempre fujo da morte. Busco desculpas para não ir a velórios e ver o corpo do morto. Na minha cabeça, é melhor ficar com a imagem da pessoa viva. Quando vejo mortos, fico com aquela foto na cabeça por dias e, em alguns casos, anos. Nessas, sempre passo a imagem de que não me importo e sou fria.

Tenho medo de ver a morte porque ela me lembra que pode chegar para mim ou para as pessoas que mais amo. Sou tão cheia de planos e não gosto de pensar que ela pode interromper alguns dos meus planejamentos ou mudá-los.

O Anderson viveu intensamente esses 20 e poucos anos. Não sei se do jeito certo ou errado, mas isso não sou eu quem julga. Que a filhinha dele, a Yasmin, tenha uma sorte melhor.

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