Um vida inteira pela frente

Outro dia falei de morte, mas o nascimento do filho de uma amiga, há duas semanas, me fez pensar em vida.

Que coisa engraçada, não? Ele tem duas semanas de vida somente. Isso é muito maluco. Eu tenho milhares de dias e ele não tem nem um mês.

Fiquei só imaginando que ele é uma pessoa que ainda tem uma vida inteira de escolhas para fazer: sem cicatriz na pele, pode escolher os alimentos certos para não ter espinha ou engordar, ainda não sabe qual a sua cor predileta, não tem um gosto musical formado… Será que ele vai gostar de ler? Que não seja um leitor de Paulo Coelho ou livros de auto-ajuda.

Gabriel, fofo da tia, um belo caminho pra você. Que você faça as melhores escolhas sempre.

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Luiz Melodia

Nos últimos tempos, desde que parei de trabalhar com cultura e me debandei para a área empresarial, passei a virar arroz de festa do SESC. Chamou, nós vamos. Eu, Fernando e Cheetos. Ontem, lá fui eu para o SESC Vila Mariana (um dos melhores teatros de SP) para ver Luiz Melodia no show de lançamento do seu projeto com a MTV.

Confesso que quando aceitei o convite fiquei com um pouco de medo se iria ou não gostar. Mesmo escutando o cara desde pequena, graças aos meus pais.

Mesmo não sendo uma amante de samba (apesar de apreciar algumas composições das antigas do gênero), achei o show divertido. Banda boa, Luiz Melodia bem engraçado no palco (apesar de achá-lo um tanto quanto arrogante em alguns momentos) e repertório bem escolhido.

Voltei pra casa feliz com o que vi.

PS: Ainda não mudei minha ortografia. Estou usando regras antigas porque não me atualizei direito. Só vou considerar as mudanças quando a Academia publicar sua versão.

Frase do ano

Nem bem o ano começou, já elegi a melhor frase de 2009. Ouvi de uma cliente, Chris, diretora de educação e cultura do Ecofuturo:

“Fala-se muito em deixar um planeta melhor para nossos filhos.
Está na hora de pensarmos em deixar filhos melhores para o nosso planeta”.

Muito boa.

Fazendo o que eu gosto

Nessas últimas semanas, além de me dedicar às festas de final de ano, tenho ocupado o tempo em dois hobbies bem egoístas e, ao mesmo tempo, bem sociáveis: fotografar e cozinhar.

Cozinho pensando no meu namorado. O que ele gosta, como prefere, quais são os ingredientes prediletos dele etc. Porém, esse é um momento muito meu. Fico lá, vendo se está tudo no ponto, imaginando como vai ser o gosto, prestando atenção no ponto certo de cozimento… é algo bem solitário. Com as fotos, é a mesma coisa. Vejo algo, penso em fotografar, mas sempre com a intenção de mostrar aquilo para alguém (no meu caso, gosto de fazer isso no flickr – que você podem ver ali do lado).

Meus dois hobbies são bem paradoxais: pratico quase que sozinha mas sempre buscando um elogio, um sorriso, um comentário. Faço por mim, mas para os outros. É, talvez eu não seja tão egoísta assim.

Sobre a Guerra

Desde que li o Diário de Anne Frank, fiquei fascinada por histórias de Guerra. O Nazismo é um tema que me deixa fascinada. Não entendo como uma nação inteira abraçou uma causa tão violenta e absurda.

Os recentes conflitos em Gaza também são curiosos. Bombardeios em plena época de confraternização para matar um monte de gente inocente (sim, porque os reais cabeças sempre saem vivos dessas histórias).

Não entendo, mas sempre busco respostas sobre esses conflitos em livros e biografias. Será que um dia vou compreender a cabeça dos doidos que fazem essas coisas?