Aos poucos…

… tudo volta ao normal. Meu pai voltou pra casa e já está de novo ligando, contando coisas sobre o dia dele e fazendo manha com a minha mãe. Eu comecei a voltar direto pra casa e me dedicar à pós novamente, além de dormir melhor. Só falta o Bob ficar zero bala!

Pouca vergonha

Só reproduzindo o relato que foi enviado por uma colega:

Pessoal,
Gostaria de dividir um “protesto” com vcs, para que pessoas que utilizam a força física em vez do cérebro para “mostrar serviço” não continuem agindo dessa forma impunemente…
No último sábado (25/4) meu irmão foi à Chopperia Liberdade, karaokê que está entre os lugares mais frequentados por universitários e pelo público “descolado” ultimamente. Enquanto pegava uma cerveja no bar, que estava tumultuado, fez um comentário com uma garçonete sobre a bagunça, como uma brincadeira. Um dos seguranças do local, que estava longe, achou que meu irmão estava dando em cima dela. Se aproximou, o empurrou e disse que ela era sua mulher.
Indignado, meu irmão foi falar com a tal da “mama”, a gerente de origem nipônica que organiza todas as atividades do local, e disse que era uma absurdo o segurança empurrá-lo sem motivo. A gerente então fez um sinal para que os seguranças da casa levassem meu irmão para a rua e ele foi espancado, na frente do bar! Isso com a “desculpa” de que não queria pagar a conta. Quatro seguranças socaram meu irmão na cabeça, deixando-o estirado no chão. Ninguém fez nada e depois disso ele ainda teve que entrar e pagar a conta, como se este tivesse sido o real motivo. Já fizemos Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito. Neste momento meu irmão está em um hospital, realizando inúmeros exames. Entre as consequências, está com o maxilar deslocado e trincado, a orelha estourada e possíveis danos dentro do ouvido, além de vários machucados na cabeça.
Vamos entrar com uma ação contra o bar, afinal tudo foi feito com o consentimento da responsável pelo local. Sei que este tipo de coisa acontece frequentemente em bares e casas noturnas, o que é revoltante, mas muitas pessoas simplesmente não correm atrás do que pode ser feito.
Se conhecerem formas de tornar isso público, serão benvindas!
Vivian

Melancolia

Não sou adepta da fase emo recente… acho que sou vanguardista no quesito melancolia e choro.

Sempre gostei de músicas que fazem chorar, filmes dramáticos, livros tristes e românticos. Não vou negar que tenho uma queda pelas lágrimas. Choro com tudo e me encanto pelas coisas melancólicas.

Acho que vem daí minha paixão gigantesca por Buenos Aires. Sempre foi um sonho conhecer aquela cidade. Ano passado, realizei esse sonho e vivo pensando numa maneira de voltar pra lá.

Suas ruas cheias de histórias, Evita e seu apelo popular, a dramaticidade do seu povo e o tango… ai, mi Buenos Aires, nem acredito que faz quase um ano que estivemos juntos.

Um dia, eu volto pra ti.

E agora?

Desespero. Susto. Esperança. Incerteza. Medo.

Acho que essas palavras resumem bem o que têm sido os meus dias desde a última quinta-feira, quando meu pai infartou e foi parar na UTI de um hospital.

Ontem, quando a cirurgia começou a demorar mais do que deveria, achei que fosse perder meu pai. E vamos combinar? Isso não pode acontecer. Afinal, nossos heróis não nascem para viver para sempre? A todo momento, quando me bateu o desespero, pensava “vou ligar pro meu pai para ver o que ele faria”. Opa, não dá. Ele está com o peito aberto na mesa de operações.

Apesar de ter saído da cirurgia às 16 horas, começado a acordar às 17 horas e já estar falando hoje de manhã, ele ainda está numa fase crítica e isso deixa meu coração pequenininho.

Uma coisa eu tenho certeza, eu amo ele e minha mãe (sim, porque ela também é uma heroína) mais do que tudo nessa vida e me sinto impotente em não conseguir fazer nada pelo sofrimento dos dois nesse momento. Queria sentir por eles. Antes eu me controlando do que tentando ajudá-los.

Espero que tudo isso vire uma história bonita de superação e garra. E que acabe logo essa fase horrenda porque, do contrário, quem vai ter um infarto sou eu.

Cantarolando…

Tenho tentado ficar só para me manter focada nos meus objetivos: não perder meu foco, separando bem as minhas diversas obrigações, e não me desesperar.

Está bem difícil, mas é ouvindo música que me acalmo de vez em quando.

Uma das músicas que me vem sempre à cabeça é uma dos Los Hermanos, Sentimental.

Meu lado egoísta e possessiva se identifica muito com um trecho dela.

Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa
Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir.

Preocupada

Minhas últimas semanas têm sido aflitas. Meu pai descobriu que está com uma de suas artérias bem obstruídas. Primeiro, ele teve que fazer um cateterismo e, agora, para ficar tudo bem, ele tem que fazer uma ponte de safena. É bem provável que isso aconteça ainda essa semana.

A operação já foi bem mais complicada há alguns anos, mas ela continua sendo perigosa.

E eu, o que faço enquanto a data não vem? Choro desesperadamente toda vez que estou longe dele ou da minha mãe. Achei que tinha crescido e me tornado uma adulta, mas foi agora que descobri o quanto ainda dependo deles. Sou muito agarrada aos dois e a hipótese de algo acontecer está me deixando em frangalhos. Tudo quanto é pensamento já passou pela minha cabeça e não consigo me acalmar. Não vejo a hora disso passar logo e poder abraçar meu careca e dizer que ele é medroso e que tudo não passou de um susto.

Afinal, ele ainda tem que viver muitos anos para ensinar para o neto (que só vai ser encomendado daqui cinco anos) tudo o que ele me ensinou… quem var ver Jornal Nacional com o meu filho e dizer boa noite para os apresentadores? Ele, com certeza!