Stefhany

É incrível como coisa ruim faz sucesso nesse País. Tem um monte de gente boa tentando seu lugar ao sol e mais um bando de artistas péssimos que explodem sem o mínimo de qualidade permitido pelo ministério de saúde.

Um dos casos mais recentes que tomei conhecimento foi Stefhany. Além de ter um péssimo talento para compositora, uma voz terrível e um péssimo gosto para vestimentas, a guria resolveu que ia juntar tudo isso num clipe que explodiu no Youtube.

E o povo rapidamente a levou ao estrelato. Não duvido que logo ela esteja na trilha sonora de uma novela das 20 horas ou marcando presença no Faustão (essa é uma das mais decentes cantoras da nova MPG, galera! Ô, lôco!), além de dar uma entrevista exclusiva para o Fantástico. E eu aqui, como diz uma amiga, “garrando um ódio”.

Você ainda não conhece Stefhany? É por que não trabalha no mesmo local que eu, não frenquenta os shows da Preta Gil ou anda completamente alheio. Agora, tem gente já até falando que guria vai posar nua (ela tem 17 anos!!).

É rezar e esperar pela próxima baboseira – lembre-se que tudo sempre pode ficar pior.
Por que eu não nasci na Inglaterra? A Susan Boyle é feia, chata, mas sabe cantar.

Se ficar curioso? Veja o maior sucesso da Stefhany

Eu quero ser mãe

Que eu sempre fui doida por criança não é segredo pra ninguém. Eles são tão apertáveis, fofos e espontâneos que dá vontade de ter um exemplar por perto a toda hora. Criança nunca fica fedida (mesmo quando está suja, eles sempre têm aquele cheirinho de bebê no pescoço), nunca mente e é sempre muito direta.

Mas, o que sempre me despertou o instito materno é ver crianças olhando para as suas respectivas mães. Acho que deve ser a coisa mais gostosa do mundo aparecer na frente de um ser de meio metro de altura e ver aquele sorrisão ou aquele olhar que diz “ufa, você está de volta para me proteger”.

Eu não vejo a hora da minha vez chegar. Porém, ainda sou economicamente estéril e tenho uns problemas com sono e egoísmo. Isso sem contar o medo de chegar em casa com um ser bem pitico, que não fala e não tem outro jeito de expressar sentimentos que não seja chorando…

Futilidades feminina

Adoro ler sobre moda, falar sobre moda, analisar e criar uma referência muito particular para mim. Modéstia a parte, acredito que tenho um estilo próprio, minha marca no mundo. Pode parecer idiotice, mas eu me orgulho disso. De gostar de sapatos e roupas que agradam somente à mim, assim como cortes de cabelo, camisas etc. Fico orgulhosa quando tenho algo bem diferente e que as pessoas dizem “é bonito, mas eu não usaria”.

Odeio sair me vestindo igual a todos, apesar de gostar de sempre comprar algumas coisas que estão na moda. Por exemplo, ao mesmo tempo que me sinto traída porque sempre tive uma queda por algumas peças um pouco masculinas, como sapatos, blazers mais largos, fico feliz por isso ser uma tendência e eu poder achar mais peças ao meu gosto.

Andava atrás de um sapato oxford, daquele femininos. Doida. Doida mesmo atrás de um que fosse do meu gosto. Achei hoje algo bem próximo, só faltou um detalhe: ser bicolor. Mas ele era lindo, tão lindo, tão lindo, que não resisti e ele veio se juntar aos irmãos aqui de casa.

Mais um sonho de consumo realizado. Mulher é um ser fácil de agradar.

E… a sexta chegou

Sabe aqueles papos de elevador? – Nossa, como está sol! Acho que vai chover hoje, hein?! – Então, meu assunto de hoje é bem parecido…

Como o tempo está passando rápido. Daqui alguns dias, completo sete meses no trabalho novo. Nossa, parece que foi ontem que eu comecei. Ainda me sinto um pouco novata, porém, já estou me apropriando do meu lugar aqui, eu acho. A insegurança, o medo de não ser aceita e outros sentimentos do tipo estão desaparecendo aos poucos.

Mas ainda me espanto como o tempo passou muito depressa. Gente, já estamos no fim de maio e o ano começou ontem! Por que quanto mais anos ganhamos, mais rápido o tempo passa?

Tem um amigo que me diz que é só para lembrarmos que estamos cada dia mais perto da sepultura, mas odeio essa visão. Só que juro que gostaria de entender esse fenômeno.

Sinto tanta saudades dos dias mais longos, em que a espera para as coisas acontecerem duravam mais e eu tinha um tempão para me preparar. Hoje, basta respirar e a semana já acabou. Uma coisa boa: assim, as segundas terminam mais cedo e as sextas se apressam para chegar.

Metida a Economista

Economia não é meu forte. Me esforço constantemente para tentar compreender alguns movimentos no cenário econômico, tento ler sobre algumas coisas, mas vamos combinar, está longe de ser meu assunto predileto ou meu tema de domínio.

Porém, adoro a questão de gestão e queria aprender mais sobre o mundo das empresas com capital aberto, além de adorar ler sobre fusões. Isso é sério, não estou sendo irônica.

É lógico que ando lendo sobre a Brasil Foods, que foi criada com a fusão da Sadia e Perdigão. Um fato curioso é que a empresa já nasce com uma dívida líquida de 10,4 bilhões de reais. Para mim, isso já é um belo sinal de que a coisa não pode dar certo. Como alguém consegue ficar devendo tanto? Não há salsicha e presunto que pague!

Mas, mesmo assim, a assessoria de imprensa dos caras faz um tremendo alarde, dizendo que a empresa será a 3ª maior exportadora do País. Para mim, sinceramente, isso pouco importa. Porque ela exportar mais ou menos não altera em nada a minha vida.

O que me importa saber é como vai ficar o preço dos produtos que a Sadia e a Perdigão têm em comum. Sim, porque eu me esforço para lembrar outra empresa concorrente das duas. Que se dane que o Brasil vai ter uma empresa com força para exportação! Eu quero saber como vai ficar a conta do meu mercado.

Por quê?

Cá estou eu, sentada, na frente de um computador, às 22h27, escrevendo sobre comunicação interna. Meus dedos estão doendo, minha cabeça está fervendo e não consigo parar de me perguntar: por que mesmo eu comecei a fazer pós?

Me arrependo? Jamais! Meus pais me ensinaram que o conhecimento é meu bem mais precioso. Algo que ninguém vai me roubar jamais. Porém, confesso que, em noites como essas, eu adoraria estar largada no confortável sofá, vendo minhas séries, conversando com os meus amigos na internet, lendo a minha biografia sobre a Madonna ou, simplesmente, olhando para o teto!

By the way, por que alguém faz uma pós-graduação em comunicação? Jornalista, RP e afins são todos uns ferrados e, apesar de todos os chefes dizerem que dão valor a um currículo exemplar, ninguém vai aumentar o seu salário por conta dos seus cursos, meu amigo.

Mas tenho fé que isso, em algum dia distante, ainda vai me servir de algo (minha consciência manda dizer que os conhecimentos que ganhei nesse último um ano e meio já me ajudaram bastante, mas eu queria resistir).

Quero me mandar para um mundo onde o meu esforço intelectual seja valorizado e reconhecido! Vou para a Argentina fazer panelaço!!!!

Taí uma boa forma de se alcançar Deus…

Enfim, uma ala da Igreja Católica achou um meio bem interessante de arrecadar verbas e atrair novos membros. Na Polônia, um sacerdote resolveu lançar um guia prático de como os católicos podem alcançar Deus por sexo.

Juro que odeio guias de como fazer algo, mas me interessei muito pela obra. Explico, para ninguém achar que sou uma pervertida.

1º – Como uma pessoa que deveria ser casta pode entender tanto de sexo a ponto de escrever um guia? – não vale colocar o Presidente do Paraguai (também conhecido como Pai de todos) como exemplo, ok?

2º O livro deve ser muito engraçado. Olha só uma frase do Apóstolo do Kama Sutra: “Todo ato, carícia ou posição sexual que tem como objetivo a excitação do cônjuge é permitido, e agrada a Deus”. Eu imagino nessa hora um velho barbudo, andando no meio das nuvens com um sorriso no rosto, enquanto a Igreja Católica se transforma num motel!

Adoro pessoas que têm boas idéias como o padreco polonês. You go, boy!

O que me faz feliz?

Ando me questionando muito sobre isso ultimamente e ainda não cheguei a uma conclusão. Qual o trabalho que me faz feliz? Não ando lá muito contente com a minha profissão. Não ganho o que quero e preciso, não tenho satisfação e, muitas vezes, fico me enganando falando que tenho uma vida boa.

Uma das coisas que me faz feliz é cozinhar (salgados, não doces, porque não sou boa com a segunda opção). Será que abrir um restaurante me deixaria feliz? O problema é que não tenho a mínima vocação para empreendedora…

Será que trabalhar, trabalhar e trabalhar e ainda ouvir que você precisa se dedicar mais e estar disponível a qualquer minuto é realmente o que quero para o resto da minha vida?

Queria viajar, sair em busca de lugares curiosos, objetos interessantes, pratos que me fazem salivar, mas o foda é que sempre que eu penso em algo, alguém já fez.

Ontem, uma conversa com um amigo me fez repensar isso novamente. Isso tem me deixado profundamente amargurada e tem me feito repensar várias coisas em minha vida. Espero chegar a uma conclusão.

Prêmio Dardos

Recebi o prêmio dardos da Elaine, do A Vida Vista do Alto
E, como dardos, não é roubado, seguem os meus indicados:

Pai Gordo
Fábrica de Moda
Tudo sobre minha mãe
Blog do Dudu
Nota de Rodapé
Braun Café

Ganhadores, o que fazer:

“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade por meio do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”. E as regras são:

1) Exibir a imagem do selo;

2) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;

3) Escolher 15 outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;

4) E avisá-los, claro!

Arte não é para ser vista?

Nos dias de hoje, acho um tanto quanto surreal uma família ter em casa obras de arte de pintores do porte de Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e Orlando Teruz. Mas isso acontece. A família Maksoud, quatrocentona da sociedade paulistana nega a minha imaginação.

No final de semana, eles foram vítimas do um assalto que levou essas obras e algumas outras riquezas da família embora.

Hoje, os jornais noticiaram que os quadros foram encontrados, largados, embrulhados em pedaços de papel. Fico me perguntando: será que as pessoas que roubaram, no momento que levaram, se deram conta da importância dos objetos? Ou será que eles só descobriram o tamnho da encrenca depois que viram as notícias nos principais jornais do País?

Outra coisa que me questiono é: por que, num País como o nosso, tão carente de cultura, as pessoas prendem esse tipo de objeto em casa? Por que não doar isso para os nossos falidos museus, exigindo em troca que eles sejam abertos para o público e conservem suas instalações e objetos de arte da melhor maneira possível?

Desse jeito, as coisas nunca vão andar nessa terra.