E agora, meu bom José?

Há cerca de 50 anos, José veio para São Paulo com o filho pequeno e a mulher. Sempre lutou para conseguir tudo o que tem hoje. Nunca teve medo de trabalho e sempre se orgulhou muito de ter ajudado a colocar de pé a própria casa, além de uma segunda que vendeu e a primeira casa do seu filho.

Como toda pessoa de idade, tinha suas manias. Uma delas era manter sua casa sempre em ordem. Sempre tinha algo para arrumar, reformar ou algo novo para plantar no pequeno jardim em frente a casa.

Pois bem, desde a quinta-feira passada, a preocupação de seu José é outra. O que fazer para recuperar suas memórias? Onde foi parar sua furadeira predileta e o martelo que está com ele há décadas? Ele era morador do número 220 da rua que virou notícia na última semana por conta da explosão de uma loja de fogos. Por um milagre e por estar no único lugar que poderia estar na casa naquele momento, está vivo e saiu do acidente com dois únicos arranhões.

No dia da acidente, escutei em algumas rádios o prefeito de Santo André dizendo que a prefeitura nunca foi vistoriar a loja porque não recebeu denúncias. Mentira deslavada para esconder o desacaso e a negligência do poder pública!

E agora? Quem vai pagar pelos estragos? Que horas a polícia vai se mover para ir atrás de Sandro, da mulher e, por que não, da mãe, que sabia de tudo e abrigava em sua casa um belo de um depósito de fogos conhecido por todos do bairro?

Da casa do seu José só sobrou o chão e, poeticamente, a roseira que ficava na frente fincou suas raízes e tem cara de que vai crescer novamente.

Infelizmente, tenho certeza de que esse não será o último acidente desse tipo no País da Impunidade.

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Dirty Dancing – Ritmo Quente

E lá se foi Patrick Swayze. Depois de falarem, há um ano, que ele só iria viver mais 6 meses, ele ensaiou uma recuperação, mas faleceu ontem. Todo mundo lembra mais dele por Ghost do que Dirty Dancing. Eu não…

Sempre fui apaixonada por Dirty Dancing. Assisti 17.147.387.532.098.473 vezes e tenho até o DVD. Achava lindo o Patrick Swayze olhando com cara de cachorro que caiu da mudança para a Baby. Fora a clássica frase: Nobody puts baby in the corner.

Lembro até hoje de um noite quando eu ainda estava no colegial. Uma amiga minha tinha acabado de ganhar uma irmã (ela deveria ter alguns poucos meses) e a mãe dela ia num show. Nós duas e uma outra amiga nos juntamos para cuidar da bebê enquanto os pais dela se divertiam ao som de Evidências.

Para animar a noite, resolvemos que iríamos ver Dirty Dancing. A cada coisa fofa de Patrick Swayze na tela, a gente se derretia no sofá. Eram vários ooooooooonnnnnnnnnnn, acompanhados de viradas de pescoço. E bebê, irmã da minha amiga, sendo ninada de colo em colo.

Ontem, quando falaram da morte dele, lembrei desse episódio e fiquei um pouco triste.

Quem é meu dono?

Durante o meu delicioso almoço com queridos colegas de trabalho, comentamos sobre a suposta carta que a Globo enviou aos seus funcionários praticamente proibindo o uso de mídias sociais.

Ao que tudo indica, os seus funcionários falarem sobre como é o seu trabalho, mostrar imagens de bastidores de programas e associarem sua imagem com os produtos da emissora não é benéfico para Vênus Prateada.

Isso me despertou a seguinte pergunta: qual o limite entre o corporativo e a vida pessoal? Até que momento uma empresa pode interferir na vida do seu funcionário e proibir coisas que ele faça fora do seu horário de trabalho?

É lógico que a pessoa deve ter bom senso para falar sobre determinadas situações. Porém, vamos pensar o seguinte, eu sou dona do meu dia. Natural que deixe informações estratégicas dentro da empresa, mas alguns fatos são meus, fazem parte da minha história. Assumindo o risco, é direito meu comentar o que aconteceu no meu dia de trabalho, não?

A Globo não acha isso. É que nem Las Vegas: o que acontece nos corredores da emissora, fica lá.

Seria isso uma maneira velada de censura? Ou escancarada mesmo? Será mesmo que os atores, apresentadores, produtores e outros funcionários não poderão mais ter blogs, flickrs, twitters e afins?

A imagem dessas pessoas pertence a elas ou à Globo? Acho que não somos mais donos de nós mesmos e pertencemos às empresas…

Quem tiver curiosidade, a suposta carta pode ser lida aqui.

Amor incondicional

Tenho paixão por crianças. Não posso ver um pequeno que já abro um sorriso, quero brincar, pegar no colo… e, desde pequena, sempre tive vontade de ter crianças me chamando de tia.

Porém, existe um pequeno rapaz que ocupa um lugar especial no meu coração. Ele atende por Lucas, tem três aninhos e eu tenho uma paixão por ele que não tem tamanho. Parece que conheço esse menino de outras vidas.

Desde que ele nasceu, estou por perto – tanto que a apresentação de fotos do aniversário de um ano era composta por imagens feitas por mim e pelo Fê. A mãe dele é amiga do Fernando e eu a conheci na maternidade. Graças a ele, ganhei uma amigona. O Lucas tem uma eletricidade enorme. Toda vez que vou brincar com ele, saio de lá feliz, porém cansada com tanta energia.

Desde que ele nasceu, morria de vontade de ver aquele pequeno ser me chamar de tia. Acho tão fofo. Porém, quando o safadinho começou a falar, só me chamava de moça. O Fernando era tio e eu era a moça. Falava isso com um sorriso sacana estampado no rosto.

Somente esse ano, o Lucas passou a me chamar de tia. Sai de lá com lágrimas nos olhos daquela boquinha se enchendo para dizer Tia Vanessa. A mãe dele tira um barato comigo até hoje.

Agora, ele ainda pergunta quando a tia Vanessa vai lá para brincar. E o Fernando, que era o tio, virou apenas o “amigo da mamãe” – muito porque o Lucas fica confuso com o fato do meu namorado e o pai dele terem o mesmo nome. Além disso, ele cita o jeito que eu brinco com ele como exemplo quando a chama a mãe para brincar.

Me sinto triunfante com o amor conquistado!

meu pequeno sobrinho emprestado

meu pequeno sobrinho emprestado

A Gripe do Porco

Não é certeza, mas, tudo indica que fui pega pela gripe do porco na última semana.

Como acho que blog serve para dividirmos experiência, vim aqui contar como foram meus dias de suína.

Na verdade, para saber se tive mesmo, teria que fazer um exame. O resultado vem em um mês: ou seja, antes disso ou estava curada ou morta.

Como não tinha febre, o médico me tratou como se fosse uma gripe normal, com a promessa de que andaria com um termômetro ao meu lado e, ao menor sinal de febre, correria para lá para mudar o tratamento.

Bom, a febre não veio e os meus dois dias de licença médica se transformaram em dias de trabalho árduo.

E o meu feriado se transformou em dias de zumbis. Dormia e acordava para comer.

Não reparei nada de diferente das outras gripes que tive. Só cheguei a uma conclusão: não posso tomar remédio que tenha paracetamol. Eles me deixam derrubada!

Derrubado o mito da gripe suína para mim.