A Lei de Murphy de novo

Eu sempre digo que sou musa de Murphy e ninguém acredita. Dizem que sou exagerada e pessimista.

Pois bem, aí vai mais um exemplo. Não tenho o costume de sair de casa durante a semana com o meu namorado. Da última vez que fizemos isso, mais da metade do País ficou às escuras por conta do apagão.

Ontem, resolvi contrariar minha rotina e fui na casa de uma amiga (o mesmo lugar que estava na noite do apagão). Saí de lá aliviada por ver luz nas ruas. “Ufa, me livre da praga”, pensei. Doce ilusão…

Ao chegar na rua de casa, reparei que o bairro estava todo apagado. O boteco na esquina funcionava no melhor estilo bistrô francês a luz de velas.

Quase chorei quando desci do carro na garagem. Saí do 1º subsolo e fui pro térreo fazer hora na portaria. Fiquei uns 20 minutos conversando com o porteiro e nada da luz voltar. Respirei fundo, tomei coragem e encarei a escada. Pequeno detalhe: eu moro no 13º andar.

Cheguei em casa e fui até o escritório com a ajuda da luz do celular. Vasculhei numa gaveta para achar uma headlamp que ganhei de um cliente, liguei e lá fui eu pro banheiro, ainda ofegante depois do desafio de subir as escadas.

Pouco mais de 5 minutos depois de entrar em casa, a luz voltou… É, eu sei, sorte não é um forte da minha pessoa!

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Pablo Neruda

Sempre lembro de uma professora que tive com muito carinho. Tive alguns mestres que marcaram a minha vida e ela foi uma dessas pessoas. Seu nome era Claudia e a sua matéria era literatura.

Carioca como eu e apaixonada pelos livros, ela sempre nos incentivou a buscar mais cultura, mais informação e sempre tinha idéias de passeios. Exposições, apresentações musicais, teatro… era uma delícia.

Lembro até hoje quando ela nos levou para O Carteiro e O Poeta, com Marcos Winter e Paulo Goulart, no antigo teatro Hilton. Me senti tão importante indo ao teatro sozinha com os amigos e ela.

O engraçado é que nunca fui uma pessoa que gosta de poesias, mas me vi fascinada por Pablo Neruda e sua história. Ontem, parei para pensar nele quando estava programando minhas próximas férias, no Chile.

É lógico que irei passar pelas casas em que ele morou e lembrar da Claudia e dos dias em que era feliz por me ocupar só com o estudo.