Meus sonhos de criança

Desde pequena, sempre fui fascinada por cultura. Nunca tive ninguém da família envolvida na área e morei em lugares em que ir a espetáculos teatrais, shows etc não era um hábito, mesmo porque não tínhamos muitas opções.

Meus pais sempre escutaram música. Alguns desses artistas trago comigo até hoje, mas muitos são gostos deles e não meus. Minha mãe sempre falava que queria ter estudado piano e tentou com que eu realizasse o sonho dela. Só de teimosia, nunca aceitei as aulas. E ela ficava falando que meus dedos eram longos e eu seria uma ótima pianista (como se o tamanho dos dedos bastasse para que isso se tornasse uma afirmação real).

Quando comecei a chegar na adolescência, passei a achar muito legal quem ganhava a vida com a música. Isso continua até hoje. Imagina você ganhar para se divertir? Sim, por que eu desafio um músico a me desmentir falando que ouvir música o dia inteiro, estudar notas, arranjos e buscar inspiração para composições não seja divertido. Mesmo os ensaios mais pesados devem ser.

Ontem, fui ao show de uma banda chamada Macaco Bong e fiquei me lembrando de tudo isso acima. Acho que quem desencadeou isso foi um jovem pianista chamado Victor Araujo, que fez uma participação especial no show. Ele é bem novinho (o Google me ajudou a descobrir que ele deve ter seus 19 anos) e extremamente talentoso. Não fica no uso clássico do piano e arrisca num rock pesado, melódico e cheio de charme.

Fiquei me lembrando da oportunidade que joguei fora e fiquei sonhando para ter um filho talentoso e que se enverede pela música… quem sabe, não?!

Anúncios

Mais um livro frustrante

Final do ano passado (é tão estranho chamar 2009 assim, não é?), cai na besteira de vasculhar o Submarino em busca de promoções de livros.

Óbvio que eu encontrei e óbvio que comprei alguns, além da última temporada de Gilmore Girls.

Uma das promoções que aproveitei foi a biografia que o irmão da Madonna escreveu sobre ela. Fiquei tão empolgada que até pulei ele na frente de outras obras que estavam na fila para serem lidas.

Adoro biografias, adoro a Madonna, logo, seria a combinação completa. Ainda mais porque é escrita por alguém muuuuuuuuuuuito próximo dela.

Ledo engano… Estou nas primeiras páginas e já torcendo para a tortura não durar muito. O livro é vazio.

O irmão dela fica fazendo questão de mostrar o quão legal ele é, o quão próximo da irmã é e como eles têm um gosto parecido. Era melhor ele ter um feito um adesivo “Olha como sou legal” em vez de gastar um tempão e um monte de papel para dizer isso.

A todo momento fica claro que a mona ficou mega triste da irmã ter virado uma rainha e ter um monte de gente aos pés dela. Ele queria estar ali e isso é bem óbvio.

Espero que, ao final, pelo menos eu descubra algo legal sobre ela. Até aqui, estou chocada que ela não ajudou a avó materna com grana, mesmo com a senhora tendo ajudado a criá-los quando ela e os irmãos perderam a mãe.