Degustando vinho

Dando continuidade à minha nova diversão, comecei um curso rápido de iniciação à arte de degustar vinhos há algumas semanas.

Fazer um curso por prazer é uma novidade para mim e estou adorando a experiência de aprender só para guardar na memória e aprimorar meu conhecimento.

Mas confesso que, apesar de estar curtindo a experiência, tem horas que me pergunto se gosto é algo que a gente aprende.

Explico: na aula sobre degustação, aprendemos a usar uma tabela onde damos notas para cada uma das particularidades do vinho, incluindo detalhes dos aspectos visuais, olfativos e gustativos.

Ok, ok, eu já aprendi que vinho é algo que foi feito para ser apreciado com uma comida e realmente o sabor se altera quando a dupla anda junto.

Mas, existem alguns vinhos que as pessoas avaliam como maravilhosos, já que os seus taninos, acidez e tudo mais estão harmonizados. Alguns desses exemplares não se encaixam no meu paladar iniciante, confesso.

Às vezes, um desequilíbrio encaixa perfeitamente na minha boca imatura. Um bom exemplo disso é o Cabernet Sauvignon da Casa Valduga. Frutado, suave e com gosto de álcool ainda aparente, ele cai redondo quando chego em casa cansada ou quando quero jogar conversa fora com os amigos.

Um dia, quem sabe, meu paladar fica maturado e começo a me encantar pelos “vinhões” e gastar pequenas fortunas em uma garrafa dessa… Por enquanto, as notas atribuídas a cada uma das características, ainda não me servem de guia.

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BH como os mineiros

Uma das coisas mais bacanas quando se viaja é tentar viver um pouco da rotina das cidades como seus habitantes. É lógico que é preciso ter o momento turista, ainda mais quando é a primeira vez, mas é preciso tentar vivenciar um pouco a vida de seus moradores para experimentar o lugar de verdade.

Já estive em BH antes, mas muito mais como turista. No último final de semana, fui repetir a cidade e rever amigos. Tive o meu momento turista quando fui visitar o museu do artista Inimá de Paula, um pintor mineiro de cores intensas e pinceladas vigorosas.

Fiquei fascinada com os seus quadros. Fica claro que ele pegou a influência de gente como Van Gogh, Volpi, Picasso, Portinari e outros grandes, junto tudo na batedeira e criou um estilo único e muito bacana. Me senti até envergonhada em não ter prestado atenção nesse nome tão bacana.

Além da arte, me dediquei à comida. Me esbaldei nos queijos e nos sabores do mercado municipal de BH. Além de todo aquele clima que os mercadões tem, esse possui o melhor pão de queijo que eu já experimentei em toda minha vida, na lanchonete da Dona Diva.

Se um dia estiver em BH, não deixe de gastar uns minutinhos de prosa com uma das cinco filhas de Dona Diva e prove aquele pequeno pedacinho do paraíso que é o pão de queijo deles. Garanto que você passará a odiar qualquer outro.

Porém, um dos pontos altos foram os botecos. No final de semana passado, aconteceu o fechamento do festival Comida di Buteco, que acontece todo ano e movimenta BH.

Cada ano um tema para o festival que mostra a tradição mineira de botecar. Provei alguns dos pratos e descobri que como jiló, que era o ingrediente básico dos pratos desse ano. O mais legal foi conhecer o torresmo de barriga. Um pedacinho de colesterol que chega a ser pecado de tão gostoso.

Me senti quase uma mineira enquanto botecava, bebiracava uma cerveja, jogava conversa fora e curtia os bares de Minas.

Pena que as segundas teimam em chegar e acabar com a nossa alegria.

Jellicle Songs for Jellicle Cats

Desde sempre, sou uma apaixonada por seriados americanos. E eu sempre tive vontade de viver algumas coisas que vejo nas minhas séries prediletas: tomar um drink usando um par de Manolo Blahnik como Carrie; entrar na casa do meu melhor amigo pela janela do seu quarto como a Joey; ter um grupo de amigos engraçados como em Friends; ter uma filha como a Rory e o humor de Lorelai; entre outros desejos.

E como quase todas as séries vão parar em NY (caso não se passem lá desde o início), sempre tive vontade de ver um dos musicais mais famosos da Broadway: Cats. O espetáculo estreou em 1981, na Inglaterra, mas alcançou a fama mundial quando começou a ser apresentado nos EUA.

Mega premiado, ele ganhou uma versão brasileira esse ano. E, no último final de semana, fui conferir de perto. O enredo não me conquistou muito, mas a parte visual e musical encheram meus olhos. Figurino espetacular, maquiagem de babar, cenário cheio de detalhes que me deixavam perdida, sem saber para onde olhar.

O trabalho de corpo dos atores é muito bacana. As coreografias são muito bacanas e me deixaram estática em alguns momentos. Um dos momentos mais legais é quando os gatos começam a sapatear. Quase chorei com o tec-tec delicioso produzido pelas plaquinhas de metal embaixo dos sapatos. Como sou apaixonada por esse barulho.

Não sei se um dia irei para NY, mas minha meta é, se estiver por lá, ver a versão original de Cats e curtir alguns outros musicais da tão venerada Broadway.