Máquina de pão – ter ou não ter?

Gosto de cozinhar, me divirto no fogão, mas vamos combinar que brinquedinhos que facilitam a vida são sempre uma boa pedida. Para mim, a máquina de pão entra nessa linha.

Tem muita gente que diz que não é a mesma coisa um pão feito nela, mas eu discordo. Só de você não ter que ficar lá, batendo massa, estica daqui, estica dali, aquece o forno para a esquentar a cozinha e a massa crescer… Ah, minha gente, é o mesmo que lavar a mão em vez de usar a lavadora de roupas, não é?

Eu tenho uma máquina de pães há um ano e ela faz um tremendo sucesso. Toda vez que vou receber alguém e não sei o que fazer, recorro à minha padaria miniatura. Algumas receitas se repetem conforme a época.

A indicada da vez é um pão de salsicha que achei num blog só com receitas de máquina de pão. A massa serve de base para fazer várias outras receitas, até doces. Fica bem macia e fofinha e é um verdadeiro perigo para qualquer regime.

Massa:
1 copo de leite
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres beeeeem gordas de requeijão
3 copos de farinha de trigo tipo 1 (se você quiser usar o tipo especial ou premium, a massa fica ainda mais leve)
Pitada de sal
½ colher de fermento biológico seco

Sugestão de recheio salgado:
250 g de salsicha picadas
150 g de mussarela
2 colheres bem gordas de requeijão

Coloque os ingredientes na máquina no ciclo amassar e vá curtir a vida por 1h30.

Depois que a máquina desligar, polvilhe uma superfície lisa com trigo e abra a massa em forma de um retângulo. Coloque o recheio e leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos ou até dourar. Na parte de cima, para dar uma graça, polvilhe queijo ralado e orégano.

Outra opção de recheio é banana e nutella. Só que, quando você levar ao forno, jogue um pouco de açúcar de confeiteiro e canela em cima para dar uma graça.

Literatura culinária

Cozinhar assusta muita gente. Eu mesma já fui uma pessoa que tinha medo de fogo, panela e ingredientes. Foi vendo alguns programas, lendo algumas matérias e sentindo necessidade de comer algo diferente de torta de liquidificador que eu resolvi começar a me arriscar.

Alguns livros podem ajudar os medrosos. Selecionei três títulos que acho interessante.

Le Cordon Bleu – Todas as Técnicas Culinárias: Mais famosa escola de gastronomia do mundo, a Cordon Bleu tem fama internacional. Nesse livro, os principais chefs da instituição ensinam o passo a passo de cerca de 200 receitas. O bom é que os caras são chefs super exigentes e podem dar dicas importantes para você começar um cardápio diferente do pão com ovo.
Le Cordon Bleu

Cooking – Segredos e Receitas: Esse livro da Melhoramentos é o meu sonho de consumo atual (dica: meu aniversário é em 19 de agosto). Ele tem uma infinidade de receitas práticas, gostosas e que fogem do nosso tradicional macarrão com um molho básico. Pode ser sua luz no fim do túnel num dia sem criatividade. É uma verdadeira bíblia para você ter na cozinha e consultar sempre.
Cooking

Cozinha Passo a Passo – Pratos Básicos: Uma das maiores dificuldades de quem está começando a cozinhar é visualizar alguns estágios da confecção do prato. Essa série de livros da Keda Black resolve esse problema, com fotos de todas as fases das receitas. Além de Pratos Básicos, sugiro o volume de Confeitaria. Para quem é um inimigo da cozinha e não tem nenhum conhecimento, ele traz, inclusive, fotos dos ingredientes e das ferramentas que você deve usar nas receitas.
Cozinha Passo a Passo

Não tenho nenhum dos três, mas já os namorei tanto nas livrarias que posso indicar com certeza.

Caldinho de camarão

Nos últimos tempos, tenho testado com maior frequência a minha habilidade com as panelas. E estou curtindo bastante a experiência. É tanto que estou curtindo que resolvi dar um direcionamento para o meu blog e escrever mais sobre o assunto por aqui.

Vou começar comentando uma receita que fiz há duas semanas. Sei que o inverno deu um tempo, mas fiz um caldo de camarão outro dia que é uma boa pedida para aquecer a noite de uma maneira saborosa. Porém, só o faça se você estiver com tempo porque demora um pouco.

Ingredientes

300g de mandioca (para mim, o nome é aipin, mas tudo bem)
500g de camarão cinza com casca e rabo
2 tomates médios picados em cubinho
1 vidro de leite de coco
3 colheres de azeite
1/2 cebola picada
Sal e pimenta do reino
Coentro para decorar
1,5 litro de água

Modo de fazer

O começo da receita é o mais chato. Limpe o camarão, reservando a casca e o rabo.
Frite a cebola no azeite e, quando ela começar a ficar transparente, junto o tomate. Quando ele estiver soltando bastante água, junto as cascas e rabos do camarão. Refogue um pouco, junte a mandioca e coloque a água. Deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo sempre. Tempere com sal e pimenta do reino à gosto

Quando a mandioca estiver bem mole (mais ou menos uma hora e meia depois), chegou a parte mais chata. Você vai coar o caldo e tirar os rabos e cascas. Junte o caldo com a mandioca bem amassada, o que não era rabo e casca na peneira. Volte tudo para o fogo, misturando tudo com o leite de coco.

Somente quando isso tudo começar a ferver é que você vai adicionar o camarão. Cozinhe, ainda em fogo baixo, até ele fica branco.

Olha, dá um trabalho danado, mas o resultado compensa. É uma ótima opção de entrada, mas, se você estiver com preguiça pode ser toda a refeição numa boa.

Uma dica é colocar uma folha de louro para cortar um pouco a acidez e aquela asia de pratos muito fortes.
Para acompanhar, sugiro uma cerveja. Já que é para ficar suada, que seja com estilo. hehehe

Outra dica: na receita original, a indicação era de colocar o coentro na hora de servir, para decorar. Porém, eu adoro o sabor que ele dá na comida. Por isso, coloquei junto com o camarão inteiro.

Não tirei nenhuma foto dessa prato, mas vou tentar ser mais atenta das próximas vezes.

Sobre o número de pessoas que o prato serve, aqui em casa, somos em dois. Além de nos alimentarmos muito bem no dia que fiz o caldo, repetimos o cardápio em umas três noites seguidas. Portanto, se você estiver em 4 pessoas e for servir só isso, vá sem medo!

A vida que pedi a Deus

Muitas vezes, a gente fica sonhando em viajar por cidades pitorescas fora do País e esquecemos que temos uma série de opções bem perto de casa. Como em 2010 estou colocando em prática muitos dos planos que sempre faço, resolvemos pegar o carro ontem e nos mandar para Holambra.

A única referência que a gente tinha era que a cidade é conhecida pela colonização holandesa, pelas flores e também abrigava uma cervejaria bem pequenina chamada Schornstein.

Água no carro, chiclete, bons CDs, GPS e lá fomos nós. Estrada boa e uma bela grana para os pedágios também faziam parte do pacote. 2h30 depois, chegamos na charmosa cidade. Primeira parada, o bar da cervejaria que já falei acima. Confesso que cerveja não é a minha bebida predileta, mas, já que estava lá, here we go. Provei e achei bem saborosa. Um amargor na medida. Mas o que me encantou foi o charme da casa. Pequena, cadeiras e mesas de madeira, paredes de tijolinhos… parecia um dos biergarten que vejo em fotos da Europa.

Continuamos andando e nos deparamos com um monte de lugares bem bacanas e repletos de bossa igual. Para melhorar o dia, ainda achei uma loja de plantas e objetos de decoração. Nessa brincadeira, trouxe para casa duas almofadas e um enfeite de parede (um ramo de flores em ferro, liiiiindo!!).

Além disso, a cidade tem uma doceria holandesa em frente a um lago. Com o belo fim de tarde de ontem, o lugar era um belo cenário para curtir um doce e uma brisa gostosa… Não me arrisquei nos doces de flores porque estava guardando minha barriga para um panqueca holandesa com queijo gouda. Nhamy!

Em resumo, enquanto minha viagem para a Europa não chega, da para curtir a vida como eu gosto perto de casa e sem gastar muito.

Outra coisa sobre Holambra é que ela me fez pensar que, se Buenos Aires não der certo, posso considerar uma dessas cidades pequenas e charmosas para montar o meu bistrô.

Onde vamos parar?

Desde que eu entrei na faculdade, escuto falar que os jornais impressos irão sumir e que a internet irá engolir todos os meios de comunicação.

Eu sinceramente, concordo em partes com essa filosofia. Cada vez mais, acredito numa frase que ouvi em algum lugar uma vez: cada idoso que morre, é uma assinatura a menos de jornal. Se as redações continuarem seguindo o mesmo modelo antiquado, isso irá mais intenso a cada a ano.

Mais do que migrar todo o seu conteúdo para internet, como fez recentemente o Jornal do Brasil, acredito que é necessário acontecer uma transformação na maneira de se informar dos jornais diários. Simples relatos das notícias do dia anterior não funcionam.

Eu, mesmo sendo jornalista, prefiro muito mais recorrer à internet para me informar. Quando quero algo mais denso, busco algumas revistas específicas.

Os impressos precisam encontrar um meio termo entre os dois tipos de informação para que consiga sobreviver aos próximos anos. Fora que mudar o formato também ajuda. Vamos combinar que folhear um jornal não é a coisa mais prática do mundo.

Vi uma entrevista de Henry Jenkins, um estudioso da transmídia, que fala que todos os meios de comunicação podem continuar coexistindo e que, o futuro da comunicação é encontrar um meio onde todos esses formatos possam convergir.

Os celulares são uma possível base para isso. Desde que comprei um Iphone, venho usando cada vez menos o computador. Fora que, você se sente mais dentro da notícia e consegue interferir um pouco mais nas pautas.

Não acho que a internet ou essa possível nova plataforma irá excluir antigos meios de comunicação. Só acho que eles precisam se modernizar para não perder leitores, ouvintes e/ou telespectadores.

Queria ter mais tempo para estudar isso…

Meu plano B

Há muito venho me perguntando o que poderia fazer da vida além de ser assessora de imprensa. Não tenho um plano B para seguir em caso de falha e isso me deixa desesperada.

Nesse último final de semana, fiquei pensando, pensando, pensando e acho que, enfim, cheguei à uma resposta consistente e possível: vou ser dona de restaurante.

É muito simples: há dois anos, decidi que vou passar minha velhice em Buenos Aires. A cidade com seus parques e seu charme é bem próxima do Brasil e minha opção para ser uma velhinha feliz. Fora que os hermanos possuem restaurantes fantásticos.

Eu tenho usado a cozinha como uma válcula de escape para o estresse. Tenho gostado de inventar pratos, pesquisar temperos, harmonias… o curso de vinho me fez ficar um pouco mais exigente com os sabores também.

Meu plano é o seguinte: iniciar um curso de gastronomia, porque, por enquanto, sou somente uma cozinheira de final de semana bem amadora.

Depois, é só começar a juntar dinheiro para, daqui uns 20 anos, abrir meu bistrô em Buenos Aires e viver feliz para sempre.

Quem sabe, não?

Crescendo, ganhando e perdendo…

Ficar mais velha tem lá os seus sabores: a primeira vez; a felicidade de comprar um carro, viajar sozinha sem pedir autorização, ganhar o seu dinheiro… Porém, nada que é bom vem sozinho e sempre existe um lado ruim que acompanha as coisas boas.

Os convites de casamento não chegam mais em nome dos seus pais (assim como também não são eles que bancam os presentes); assim como aumentam os convites para festas de crianças – a maioria filha de amigos que cresceram conosco -, aumentam nossas idas ao cemitério.

Para mim, essa é a parte mais triste. Ver pessoas que fizeram parte da nossa história partir. Nesse último final de semana, soube que a avó da minha prima faleceu. Lembro dela com um carinho extremo: além de me ensinar todos os palavrões que conheço, Dona Isaura jogava baralho com a minha mãe, me ensinando todos os esquemas para derrubar as estratégias dela, sempre com um pote de bolinho de chuva me esperando.

Ela tinha cheiro de canela e açúcar para mim. Quero lembrá-la assim… Os bolinhos de chuva não serão mais os mesmos… vai com Deus, Zareta,

Aprendendo francês

Sou a pessoa mais paradoxal do planeta. Tenho um lado completamente liberal e desprendido de amarras. Porém, gosto de algumas tradições e formalismos. Na hora de falar e escrever, na grande maioria das situações, gosto de uma formalismo.

Acho que é isso que me encanta no francês: o formalismo e a necessidade de seguir algumas regras em público. Comecei a seguir isso com mais frequência na última quinta, quando iniciei meu curso de francês. Sempre tive vontade de falar com biquinho e, já que decidi que em 2010 irei parar de fazer promessas, resolvi começar a aprender outra língua.

Poxa, mas vou confessar que já penei na primeira semana. É muita coisa para aprender, muita pronúncia e uma série de pequenas regras. Os franceses usam um tempo verbal ao falar com amigos e outro completamente diferente ao se dirigir ao chefe, ao garçom ou à uma senhora desconhecida na rua.

Muito complicado para minha cabeça… mas isso não vai me desanimar. Afinal, foi a educação do franceses e todo o seu charme que me fez ficar interessada na cultura desse povo.