Salmão e carinho

Acho que eu já disse isso aqui uma vez mas, para reforçar, cozinhar é um ato de amor. Você vai para a cozinha sempre pensando nas pessoas que vão comer aquela refeição, o que elas gostam de comer e como elas gostam de comer. Parece propaganda da Sazon, mas é a mais pura verdade.

Há alguns dias, eu tive isso bem claro. Perdi minha avó materna há cerca de duas semanas. Antes de falecer, ela foi morar com a minha mãe. Por meses, minha mãe teve um período difícil cuidando da vó: não saia de casa e perdeu muito o gosto de cozinhar. Porém, ela não perdeu o prazer de comer, ainda bem.

Para tentar animá-la, no final de semana seguinte ao falecimento da minha avó, convidei para um almoço de domingo. No cardápio, salmão, cuscuz marroquino e arroz branco (ela não come sem arroz branco).

Achei uma receita de Salmão no Cooking que parecia ser deliciosa e ainda tinha limão siciliano, algo que minha mãe adora também.

Usei meia peça de salmão (um pouco mais de 1kg ou o equivalente a 10 filés), que temperei com aquela misturinha mágica que comentei aqui. Forrei uma assadeira grande com papel manteiga, pincelei com azeite. Em cima do papel, fiz uma caminha de fatias de tomates.

Arrumei os filés em cima dos tomates e cobri com dois limões sicilianos cortados em fatias finas. Aí, coloquei outra parte de papel manteiga sobre o conteúdo e fechei, fazendo um pacotinho. Deixei assar por cerca de 40 minutos em fogo médio.

O prato tem um visual bem bacana. O limão siciliano (adoro esse carinha) dá uma suavizada no sabor forte do salmão.

Para o cuscuz, não fiz nada demais. Preparei o moço e acrescentei cubinhos de tomates, salsinha, passas, castanha e uns pepinininhos em conserva.

E, mais do que o sucesso do prato, fiquei feliz por fazer minha mãe sorrir e deixar a dor um pouco de lado.

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Cupcake

Se tem uma coisa difícil é achar um livro de cupcakes que tenha receitas diferentes e não somente dicas de como enfeitar seus bolinhos. Até que achei um título brasileiro que é sensacional de bacana e tem várias opções de massas para essas coisas mais fofas do mundo. Teve um em especial que fez as minhas lombrigas darem voltas na barriga desde a primeira lida: Cupcake de Goiabada com Canela.

A foto do livro era uma obra de arte e atingia bem o objetivo de me fazer babar. Um belo dia, para tentar me animar, fui pra cozinha, peguei o livro e fiz o bicho. A massa dele não tem muito segredo:

2 ovos
3/4 de xícara de açúcar
1/2 xícara de óleo de milho
1/2 xícara de leite
1 e 2/3 de xícara de farinha de trigo peneirada
1/2 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de fermento químico
2/3 de xícara de castanha triturada
200g de goiabada cascão em cubos

Numa tigela, bata com a batedeira os ovos e o açúcar até obter uma mistura clara e aerada. Numa tigela, misture a farinha, a canela e o fermento e, em outra, o leite e o óleo. Aos poucos, coloque as misturas em pó e as líquidas na batedeira (ligada, ok?). No final, adicione a castanha. Distribua nas forminhas e coloque uns 3 cubinhos de goiabada em cada uma delas. Asse em forno médio.

Até aí, ok. O meu problema (sempre tenho um problema com doces) foi na cobertura. Ela leva:
1 1/3 de xícara de açúcar
1/4 de xícara de água
8 claras

Eu só fiz metade da cobertura e dividi toda essa quantidade acima. Junte a água e o açúcar numa panela e leve ao fogo. Deixe ferver até o ponto de fio fino que, segundo o livro, é quando você pega um pouco de calda na colher e, ao derramar, a calda cai em forma de fio. Em paralelo, coloque as claras em neve para bater. Junte a mistura nas claras em neve até que fique frio.

Aí, pegue 50g de goiabada e derreta 30ml de água. Essa mistura você usa para sujar o saco de confeitar. Aí, coloque a mistura que estava na batedeira dentro do saco também e, pronto. Só que, eu acho que estava mega quente no dia e o negócio desandou. Mas o meu monstrengo ficou fofo. Vocês não acham?