Pot Pie – Receita Fofinha para receber com charme

Como eu disse no post anterior, Casa e Comida se transformou numa das minhas revistas e fontes de inspirações prediletas. Mas ainda não tinha testado nenhuma receita dela. A escolhida para começar essa relação foi o Pot Pie de Funghi (troquei por shitake porque no dia não encontrei funghi por um preço justo).

Ela estava inserida numa matéria que dava dicas de como receber com charme. E é verdade. A receita fica mega bonitinha na hora de colocar na mesa. Fora que esses pequenos potes de porcelana canelados são muito graciosos, não?

Vamos à receita: ferva 500 ml de leite com metade de uma cebola. Peneire e reserve. Derreta 2 colheres de manteiga generosas e acrescente 2 colheres de farinha de trigo, mexendo bem. Quando a mistura estiver mais pálida, coloque o leite e a noz moscada e misture mais um pouco.

Em uma outra panela, refogue no azeite a outra metade de cebola com 200g de funghi (shitake, no meu caso). Coloque esse refogado na outra panela, junto com 50 ml de vinho de branco e deixe reduzir. Sal e pimenta do reino a gosto. Aí, você coloca 200 ml de creme de leite e mexe até ferver.

Pegue 6 potinhos de porcelana de uns 8/10 cm de diâmetro e divida o creme neles. Cubra com queijo parmesão ralado e, por cima de cada potinho, uma folha de massa folheada pronta. Leve as gracinhas ao forno médio e espere até a massa ficar dourada. Eu servi com arroz e lentilha. Mas puro, as pot pies também ficam uma delícia porque ele fica parecendo uma sopa cremosa. Só cuidado para não queimar a língua. Ah, e eu vou diminuir a cebola da próxima vez.

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Mais uma dica de leitura

Desde que comecei a me interessar por cozinha, passei a dedicar mais tempo vendo programas e lendo sobre o assunto. Adoro programas como do Jamie Oliver, Nigella, Olivier Anquier, Que Marravilha, além de ter uma séries de títulos literários voltados para o tema.

Porém, quando eu ia para revistas, sentia uma dificuldade tremenda de achar algo que me agradasse. O encarte da Revista Claudia era o que chegava mais próximo, mas ele se limita às receitas. As outras revistas tem um ar um pouco arrogante no texto, oferecem ingredientes impossíveis de ser encontrados nas dicas e não estão nem perto da realidade de uma dona de casa normal como eu.

Fiquei comprando vários títulos em busca de algo que me agradasse e só me dei por vencida quando comprei a Casa e Comida, da Editora Globo.

O título, que é bimestral, tem um clima gostoso. Adorei a diagramação, as fotos são maravilhosas, as receitas combinam sofisticação com simplicidade e criatividade.

Além disso, eles têm algumas dicas de decoração para as mesas, produtos, livros… parece que colocaram no papel o que eu mais gosto.

Fica a dica para quem gosta de material de qualidade. 😉 PS: Casa e Comida, se precisarem de freelas, me procurem!

Pudim de Leite

Tenho um sério problema: toda vez que me dá vontade de comer algo, fico desesperada atrás daquilo até encontrar. Muitas vezes, essa busca gera uma série de frustrações.

A última jornada em busca da satisfação da minha felicidade atendia pelo nome de pudim de leite. Foram várias tentativas em padarias e restaurantes, mas nada que me deixasse feliz. Comi um bando de pudim pesado, que não tinha o gosto que eu precisava e imaginava.

Enfim, resolvi vencer o medo e fiz meu primeiro pudim no almoço de Dia das Mães. Tem sobremesa que combina mais com mãe do que pudim de leite? Um está para o outro assim como bolinho de chuva lembra casa da vó.

Tive medo, muito medo, mas acho que até que deu certo. E não é difícil de fazer. Para a massa, você deve bater no liquidificador três ovos, 1 lata de leite condensado e 2 medidas (usar a própria lata do leite condensado) de leite.

Antes disso, você deve derreter uma xícara de chá de acúcar em fogo brando até ficar dourado. Nesse ponto, você acrescenta 1 xícara de água quente e mexe com uma colher até dissolver os torrões que se formam na calda. Eu coloquei umas duas colheres de café de essência de baunilha também. Só porque me deu vontade.

Forre com essa calda uma forma com furo central de mais ou menos 18 cm, despeje a massa bem devagar e leve ao forno médio (180º) em banho maria.

A receita que eu peguei do Aplicativo para Iphone da Nestlé, dizia que o tempo no forno seria de 1 hora e meia. Porém, meu forno demorou o dobro disso – imagine a ansiedade da pessoa, surtada em frente ao forno. Para saber se está no ponto, você deve colocar uma faca na massa e ela tem que sair limpa. Depois que a forma estiver fria, leve para a geladeira por umas 5 horas.

Eu quase acertei por completo. A calda se misturou um pouco com a massa e a cor do meu pudim não ficou como os tradicionais. Também não fiquei tão contente com a aparência no topo. Mas o gosto estava perfeito, assim como a consistência. Enfim, fiz uma família de lombrigas felizes!

Entendendo a sua cozinha

De vez em quando, me pego pensando: acho que a minha fase do por quê nunca passou. Ela começou na minha infância e perdura até hoje. Posso até não perguntar sempre em voz alta, mas, pelo menos na minha cabeça, a questão sempre está lá: por quê?

Desde que comecei a conversar com a minha mãe sobre comida ou observar a maneira como ela lidava com as coisas na cozinha, sempre fiquei tentando entender o motivo de algumas ações: para que esquentar o forno antes? Por que tenho que salgar a água que vou cozinhar o macarrão? Qual a diferença entre um sal e outro?

Todas essas perguntas acabam rondando sua cabeça uma hora ou outra quando se gosta de cozinhar. É claro que hoje em dia, ao contrário das nossas mães, contamos com a maravilhosa ajuda e colaboração do Google. Mas imagine só ter algumas de suas respostas reunidas num só lugar?!

É isso que o livro O que Einstein Disse ao Seu Cozinheiro faz. Escrito pelo químico Robert Wolke, o livro conta com dois volumes que nos fazem compreender bastante o porquê de determinadas coisas, com explicações científicas. Ele me foi indicado por um simpático casal, formado por um físico e uma química.

Só li o primeiro até agora e gostei bastante. É muito mais fácil você fazer uma receita depois de entender as mais diversas transformações que acontecem durante todo o processo de cozimento.

O livro também conta com algumas receitas bem criativas e práticas. Por regras malucas de leitura que eu mesma me imponho, vou deixar o 2 para ser lido mais para frente. Mas eu super recomendo. Ajuda muito na cozinha e nos faz refletir sobre certas operações que são sempre tão automáticas.

Biscoitos de cebola com sabor de memória

Há alguns dias, fiz um biscoitinho que me traz boas memórias e saudades. Ele sempre esteve presente nas minhas festas organizadas pela minha mãe e já animou muitas noites de séries com as minhas amigas Anabelly e Ana Paula.

Um convite feito nesse final de semana fez com que eu tivesse vontade de compartilhar essa receita aqui. Eu vou ser madrinha de casamento da Belly e, como ela não sabe cozinhar um ovo, espero que o blog sirva de inspiração e contribua para que ela não morra de fome.

O biscoito é quase ridículo de fazer de tão simples. E ele vai muito bem com uma cervejinha. Acho que é sempre uma boa ser introduzida à arte das panelas pelas entradas e petiscos.

A massa leva um pacote de sopa de cebola, 200g de manteiga sem sal e, inicialmente, 3 xícaras de farinha de trigo.

Você mistura tudo isso até que a massa vire uma grande massa em ponto de enrolar. Pode colocar mais farinha se sentir que está com uma consistência muito mole ou pastosa.

Depois disso, é só fazer bolinhas no tamanho de docinhos de festas, colocar numa assadeira, amassá-las com um garfo e pincelar gema de ovo por cima. Leve em forno médio para alto até dourar.

Hummmmm… me deu até vontade de fazer novo. Aviso que essa receita causa danos gigantescos ao bafo das pessoas. Se tiver namorado, faça com que ele prove o biscoitinho junto e na mesma proporção para não causar desentendimentos.