O forte sabor do cordeiro

Desde que me apaixonei pela carne de cordeiro, ensaiava para o dia em que faria minha primeira receita com este ingrediente. E o dia chegou. Resolvi fazer um prato com cordeiro para comemorar o Dia dos Namorados e harmonizar com a cerveja que o Fernando escolheu e deu a dica aqui.

O prato escolhido foi a Torta do Pastor. Só de olhar você percebe de cara a origem britânica da receita, que eu peguei da minha pequena bíblia da culinária, o livro Cooking. O sabor é bem forte e super indico para um dia frio.

Vamos aos ingredientes: 750 g de cordeiro moído; 2 colheres de sopa de óleo de girassol; 1 cebola grande picada; 1 dente de alho amassado; 2 cenouras fatiadas; 90 ml de vinho tinto; 2 colheres de farinha de trigo; 250 ml de caldo ou molho de cordeiro; 1 colher de molho inglês; 2 colheres de salsa picada; 1 colher de alecrim amassado; e sal e pimenta-do-reino para temperar.

Frite a carne em uma frigideira de fogo médio até começar a dourar. Retire e reserve. Na mesma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola e, quando ela estiver macia, junte a cenoura. Adicione a carne novamente e misture bem. Em seguida, coloque o vinho e deixe ele evaporar. Junte a farinha, mexendo bem. Coloque o caldo, o molho inglês, a salsa, o alecrim e tempere a gosto.

Enquanto você prepara a carne, pode ir fazendo o purê. Para ele, basta cozinhar 900g de batatas descascadas. No últimos 5 minutos de cozimento, junte 2 alhos porós fatiadinhos. Amasse as batatas com o alho poró e leve ao fogo brando. Acrescente 150 ml de leite e 60 g de manteiga e está pronto o seu purê.

Na parte debaixo de uma forma grande coloque a carne. Por cima, coloque a batata. Um pouco de farinha de rosca com queijo ralado e forno até dourar.

O sabor é bem forte e esquenta qualquer almoço de inverno. Um bom vinho (eu fui de Cabernet Sauvignon) combina perfeitamente e dá um belo toque.

 

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Mousse de limão para adoçar o coração

Eu já disse algumas vezes por aqui que, para mim, cozinhar é um ato de amor. Quando estou preparando algo, sempre penso em quem vai comer aquele prato, suas preferências, seu jeito, além de imaginar sua reação a cada garfada.

Por isso, para comemorar o Dia dos Namorados, em vez de sair em busca do restaurante menos lotado, correr o risco de não ser bem atendida e passar nervoso, resolvi eu mesma preparar o menu e oferecer de presente para o meu namorado, um almoço (ou janta, porque, aos domingos, não temos hora para comer).

Com um certo atraso por conta da vida de maluca que eu levo, devo publicar o cardápio completo que eu montei pensando NELE, meu novo companheiro de blog. Começo pela sobremesa e, como ele mesmo já disse em sua estréia aqui no blog, logo irei compartilhar a minha Torta do Pastor, que já foi comentada aqui.

Um dos doces prediletos do Fernando é torta de limão. Já fiz algumas para ele, mas queria tentar algo diferente dessa vez. Foi aí que eu me deparei com uma receita que parece ser bem suave na Revista Casa e Comida: mousse de limão siciliano.

Ele é super simples e suave. Anote aí:

– 1 lata de creme de leite
– 1 lata de leite condensado
– 1/2 lata de suco de limão siciliano

Bata tudo no liquidificador e distribua em 4 tigelas médias. Para decorar, coloque raspas de limão em cima. Leve à geladeira por cerca de 3 horas e está pronto para devorar.

 

Harmonizando cervejas

Geralmente, quem dita o tom gastronômico aqui em casa é a Vanessa. E eu tirei a sorte grande de sempre poder pegar carona  nessa brincadeira.

Fato é que eu também tenho meu hobbie, o qual, inevitavelmente, acaba acompanhando o dela: cervejas.  E hoje, dia dos namorados, resolvemos unir forças na composição do prato: ela fica com o prato e eu harmonizo a cerveja. Aproveitando a deixa, ela me convidou a também dar uns pitacos por aqui. Então, lá vamos nós.

Talvez, seja mais natural à maioria das pessoas enxergar o  vinho como uma melhor opção de bebida para harmonizações, deixando a cerveja  para figurar como a bebida ideal para o velho e bom churrasco. Harmoniza-se bons pratos com um Cabernet ou, talvez, um Merlot, e o churrasco  pede simplesmente “cerveja”, dentro de uma abordagem conservadora e simplista que, pra mim, é um tanta quanto injusta.

Uma boa cerveja também pode oferecer excelentes combinações com ingredientes e receitas, além de trazer consigo certas características as quais o melhor dos vinhos não pode oferecer. O lúpulo, por exemplo, intimamente ligado ao amargor da cerveja, estimula o apetite e limpa aquele toque de gordura que permanece na boca. A carbonatação, característica natural da cerveja que lhe confere efervescência, limpa e ativa as papilas gustativas, acentuando assim os sabores do prato. Há também uma diversidade de sabores e aromas, como torrados e/ou caramelizados presentes em certos estilos, que vão muito além da aprisionada “cerveja” do churrasco de fim de semana. By the way, essa tal cai no poço escuro das Standard American Lagers, pecando por ausência de lúpulo e malte, além de trazerem consigo a abominável presença de cereais não-malteados (arroz, milho, ou mesmo a high maltose, um xarope concentrado do mesmo tipo de açúcar existente na maltose, por exemplo).  

Três boas formas de se harmonizar cerveja com pratos são: por corte, quando as propriedades da cerveja quebram a gordura do prato e limpam o paladar para o próximo pedaço; por semelhança, quando cerveja e prato possuem propriedades que se assemelham e, por consequência, se somam; e por contraste, quando as diferenças entre os dois acabam por se valorizarem. 

A chef do pedaço vai levar à mesa uma suculenta Torta do Pastor, que vocês devem ver aqui em breve. A minha parte foi de escolher uma cerveja que harmonizasse bem com esse prato, que tem na sua base batata e carne de cordeiro. Como regra geral, e simples, obedece-se a máxima de que cervejas leves acompanham comidas leves, enquanto que cervejas mais encorpadas acompanham pratos mais fortes. Partindo disso, o estilo escolhido para hoje foi o Belgian Dubbel.

As Dubbel são cervejas fortes, escuras, de alta carbonatação, com predominância no paladar de torrado e frutas, além de serem razoavelmente secas e amargas.  São chamadas Dubbel por levarem o dobro de malte do que uma cerveja comum.

Falamos do estilo, mas não falamos do rótulo. Talvez aqui vocês estejam pensando em algo totalmente inacessível para os padrões aceitáveis de consumo. Bom, pra desmistificar um pouco a questão, vou forçar a escolha por um rótulo nacional, a Wäls Dubbel, da cervejaria Wäls, de Belo Horizonte. Essa cerveja passa por duas fermentações, sendo a segunda na própria garrafa. A graduação dela é de 7,5% ABV e, no paladar, vão prevalecer um certo doce, malte, e amargor final. Na aparência, marrom escuro, leve turbidez, espuma média e duradoura. Uma obra-prima 100% nacional.

Saia dos rótulos e venha para os estilos !

Inventando – Gouda com Champignon

Um pedaço de gouda na geladeira, um pacote de champignon e a dúvida: o que teremos para o almoço? Foi assim que surgiu a ideia dessa torta que tem um gosto bem forte. A massa é a mesma que eu tenho usado para os meus quiches e sobre a qual eu já falei aqui.

No recheio, como disse anteriormente, cloquei um pote pequeno de champignon em conserva (cerca de 200g), umas 400g de queijo gouda ralado, uma lata de creme de leite e um ovo. Misture tudo, coloque em cima da massa e voilà, esse quiche está pronto para ir ao forno.

Porém, eu olhei e achei que estava muito apagadinho. Faltava um cor e, por isso, resolvi colocar alguns tomatinhos cortados em cima para decorar. Também salpiquei uma mistura de orégano, manjericão e salsa seca por cima.

O sabor ficou forte, mas o resultado é interessante. Para acompanhar, você pode optar por uma saladinha básica.

Cupcake de Tiramisú

Voltei aos cupcakes recentemente. Tenho milhares de receitas para testar de um livro super bacana chamado O Mundo dos Cupcakes, da Carole Crema. Estava namorando há um tempo as opções e só esperando uma ocasião para escolher alguma.

Como a situação não chegava, resolvi criar. Fui visitar meu irmão e minha cunhada e tive a ideia de dar cupcakes de presente para eles, que estão se mostrando bravos lutadores com um começo de ano cheio de mudanças.

Aí, pintou a dúvida: qual escolher? Bom, fui pela facilidade, confesso. Mas acabei caindo numa receita divina e que arrancou vários sorrisos, inclusive o meu. Super criativo, o cupcake recebe o nome de tiramisú, porque a combinação dos ingredientes lembra essa tradicional receita.

A massa é uma das mais sensacionais que eu já provei e ela funciona para você fazer em formato de bolo grande também porque eu já testei e ficou bem bacana.

Para a massa, você usa 200g de manteiga em temperatura ambiente; 1 e 1/4 xícara de açúcar; 3 ovos; 2 colheres (chá) de café instantâneo; 1 e 1/4 xícara de chocolate em pó peneirado; 1 e 1/2 xícara de farinha de trigo peneirada; 1 colher de sopa de fermento em pó; 1 xícara de leite; 1 pitada de sal; e eu coloquei 1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio, para a massa ficar bem fofinha e crescer um pouco mais.

Bata tudo na batedeira até a massa ficar bem homogênea. Coloque em forminhas (a minha receita deu cerca de 20 unidades grandes) e leve ao forno médio até que a massa esteja cozida – faça o teste do palito para comprovar. Ela fica bem escura, numa tonalidade super bonita.

Para a cobertura, você vai bater 200g de cream cheese na batedeira até ele ficar bem fofo. Enquanto isso, derreta 225g de chocolate branca (usei o Laka). Junte ao cream cheese e bata mais um pouco, acrescentando 4 colheres de licor de cacau. Eu não tinha licor de cacau em casa, então troquei por Baileys.

Aí, é só usar uma espátula para passar esse creme em cima dos cupcakes já mornos, quase frios. Por cima, jogue granulado ou chocolate ralado. Se quiser inventar, pode colocar uma moedinha de chocolate, imitando o tiramisú.

Para o bolinho ficar mais bonitinho, faça em uma forminha marron ou preta.