Bacalhau para o Natal

Natal está chegando. De novo e já. Parece que foi ontem que eu comemorei o último. Desde pequena, Natal para mim era sinônimo de rabanada, tender com frutas e a torta de bacalhau da minha mãe. Esse último é o item que eu mais anseio. Como boa portadora de genes lusitanos, sou uma apaixonada por bacalhau. E a torta da Dona Glória é simplesmente sensacional.

Desde que sai da casa dos meus pais, o tender virou minha responsabilidade. Porém, esse ano, estou pensando em fugir da rotina e tentar algo diferente para a ceia. E uma nova versão para a torta de batatas e bacalhau da minha mãe parece ser o escolhido.

Na quantidade que coloco aqui, a receita serve com fartura três pessoas. Por isso, para uma ceia, é só fazer o equivalente. Primeiro, vamos ao purê de mandioquinha (batata baroa para a carioca aqui):

  • 1kg de mandioquinha
  • 1 colher bem cheia de manteiga sem sal
  • 1 xícara de leite

Cozinhe a mandioquinha na panela de pressão por uns 30 minutos. O objetivo é quase derreter a moça. Quando estiver pronta, coloque a manteiga e o leite, amassando a mandiquinha até formar um purê. Unte uma forma pequena com azeite e despeje o purê em cima e reserve.

Para a cobertura você vai precisar de:

  • 1k de bacalhau em lascas
  • 1 pote de creme de ricota (eu prefiro o da Tirolez)
  • Alho
  • Cebola
  • Azeite
  • Salsinha

Ferva o bacalhau umas 3 vezes, para tirar o máximo de sal que você puder (assim, evita aquele processo chato de deixar o bacalhau de molho e ir trocando a água durante um dia inteiro). Depois, cubra uma panela média com um azeite (não economize), coloque 1/2 cebola picada, bastante alho e bacalhau. Refogue os três e, quando eles estiverem quase no ponto, acrescente o creme de ricota e salsinha. Eu não coloquei sal nem aqui, nem no purê porque o sal do bacalhau basta. 

Coloque essa parte em cima do purê, cubra com folhas de mussarela e orégano e leve ao forno para gratinar. Ainda não é a torta de bacalhau da minha mãe, mas o sucesso pode ser bem parecido.

Brownie de chocolate branco e morango

Eu sei, não estamos mais na temporada de morango. Está difícil achar algum de boa qualidade e sem “tóxicos” para comprar. Mas eu ando bem relapsa por aqui e só agora, durante as minhas férias, é que tive tempo para postar essa receita. Foi um dos doces mais bacanas que eu fiz. O sabor ficou bem suave e agradou não somente a mim mesma (sou minha mais dura crítica), como a todos que provaram.

Resolvi fazer para aproveitar um morango que não estava com cara de que fosse ficar para sempre na minha geladeira e para agradar meu irmão. Um ser gigante, o Leonardo sempre arruma um jeito de achar algum defeito em tudo. Porém, acho que tenho agradado ao paladar do rapaz nas últimas vezes em que cozinhei para ele. Em especial quando o cardápio era doce. Se não tiver limão, ele gosta.

Sei que chocolate branco sempre o agradou. E sei que a mulher dele, a Carol, também gosta de doce não tão melado. Achei essa receita n’O Livro de Receitas das Garotas (Denise Smart) e resolvi trocar a framboesa indicada no original pelo morango.

Os ingredientes são bem simples até:

  • 250g de chocolate branco de qualidade
  • 75g de manteiga
  • 125g de açúcar
  • 2 ovos grandes batidos
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha
  • 150g de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 150 g de morango (eu acabei usando uma daquelas caixinhas que vendem mercado). Você pode substituir por framboesa ou cereja

Para começar, derreta 2/3 do chocolate picado em banho-maria e deixe esfriar. Na batedeira, bata a manteiga (em temperatura ambiente) e açúcar até que eles forme um creme. Acrescentes os ovos, a essência e, por último, o chocolate derretido. Continue batendo. Acrescente a farinha de trigo peneirada, o sal e bata mais uma vez. Desligue a batedeira e misture os morangos picados delicadamente.

Enquanto você prepara a massa, deixe o forno preaquecendo. Unte uma forma quadrada de mais ou menos 20 cm, forre com um papel vegetal e despeje a massa em cima. Deixe assar por cerca de 35 ou 40 minutos. Depois de frio, desinforme e corte em quadrados. Por cima, eu joguei um pouco de açúcar, só para dar uma graça.

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