Meu vinho do momento

Não sou especialista em vinho. Longe disso. Mas se for para escolher uma bebida alcoólica, esse é o meu item. Não sou de cerveja (só curto Heineken); saquê só na caipirinha; e por aí vai.

Já fiz um curso de degustação de vinhos e aprendi coisas bacanas, como beber vinho do Porto comendo gorgonzola, mas nada de muito sofisticado ou técnico. Acho que vinho é prática: experimentando você abre o seu gosto para rótulos mais ousados. Com a gravidez e amamentação por 2 anos e três meses, abandonei as taças por um tempo e não pude me dedicar a refinar meu paladar.

Também não confio em pontuação. Acho que um vinho bom é aquele que nos agrada. Porém, acredito que harmonização conta muito e pode interferir em suas sensações. 

O vinho desse post, o Puerto Viejo, é o meu preferido desde que voltei à ativa. Ele é um pinot noir chileno. Combinou super bem com um risoto de linguiça, mas também funcionou para bebericar sem nada ou beliscando uma torradinha. Ele é leve e tem um sabor amadeirado. E segundo as descrições de alguns sites, ele é indicado também para acompanhar pratos com carne de porco.

O preço também é convidativo: uma garrafa sai por cerca de 40 dilmas. Se você é um iniciante como eu, se joga sem medo de errar.

  

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O arroz da Su

Sempre disse que adoro ganhar comida de presente. Comida é sinal de carinho, algo que a gente coloca amor e dedicação. Por isso que, quando estou frustrada ou com raiva, não consigo mexer com as panelas. Nos últimos tempos, também acredito que uma experiência costuma ficar mais na memória de alguém do que algo material.

A Su, moça que trabalha aqui em casa e que é amiga da minha família, fez aniversário e não tinha a menor ideia do que comprar. Tudo parecia algo para tapar buraco ou para dar check na lista de afazeres. Então, resolvi criar um prato para ela. Sai de casa para as compras com a cabeça em uma coisa: camarão. Os outros ingredientes foram surgindo na cabeça.

Anote aí:

  • 400g de camarão médio limpo
  • 2 tomates picados
  • 1/2 cebola picada
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 copo de arroz branco
  • Um punhado de coentro picadinho

Em uma frigideira, refoguei três dentes de alho triturados e, depois, os camarões. Deixei separado. Em outra panela, refoguei cebola, arroz e fui fazendo um arroz branco como se faz normalmente. Quando a água estava quase secando, coloquei o leite de coco, o tomate e deixei secar. Acrescentei o camarão, mexi delicadamente e coloquei o coentro. Para finalizar, pinguei umas gotinhas de molho de pimenta só para dar um sabor levemente picante. O arroz da Su foi aprovado e vai entrar no cardápio de casa.

  

Viagem e comida

Além de curtir minha filha e cozinhar, acho que as coisas que eu mais gosto de fazer é comer e viajar. Eu também curto muito ler. Se você juntar comida, leitura e viagem numa só coisa, vou ficar atraída. E foi isso que o jornalista Bob Spitz fez no livro Aprendiz de Cozinheiro (no Brasil, ele saiu pela editora Zahar).

Separado da mulher e perto de uns 50 anos, ele resolveu sair em viagem pela França e Itália, berço da gastronomia, aprendendo a cozinhar com os mestres desses países. É isso que ele conta nesse livro, com um tipo de humor que eu AMO: aquele bem rabugento.

O Bob me ganhou quando colocou na capa que foi o autor da biografia de Beatles. Gente, impossível não ter simpatia por alguém que sabe várias coisas dos Beatles e que curte cozinhar. Vale o investimento para a prateleira. Além de conhecer melhor as gastronomias francesa e italiana, ele também fala sobre cidades interessantes, ensina receitas e fala sobre relacionamento.

Pão de malte

Tenho um desejo novo: aprender a fazer pão! Daqueles que a gente faz até o fermento em casa. Não existe nada melhor do que o cheiro de pão assando se espalhando pela casa. E deve ser terapêutico sovar uma massa.

Porém, sei que a coisa não é lá tão simples e, por isso, não animei ou deixei a preguiça e o medo de errar se sobreporem ao meu desejo. Então, tenho recorrido à minha boa e velha máquina de pão. 

Um talento recente desenvolvido pelo Fernando, me fez inventar uma receita. Muito contra a minha vontade, ele está produzindo cerveja em casa há quase um ano. E, em algumas das brassagens, eu aproveitei o malte que sobra para fazer um pão – daria para fazer mais, mas eu iria viver de pão por dias a fio.

A última vez que usei o malte rendeu o melhor pão até agora. Não sei se pelo tipo de malte (ele produziu uma cerveja do tipo stout), não sei se pela sorte. O que eu tenho feito sempre é adaptar uma receita de pão integral que veio junto com o manual da máquina.

Os ingredientes foram:

  • 1 e 1/2 copo de farinha de trigo tradicional
  • 1 e 1/2 copo de farinha de trigo integral
  • 2 copos de malte
  • 1 copo de leite de soja 
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de manteiga em temperatura ambiente
  • 1 colher de café de sal
  • 2 colheres de açúcar mascavo
  • 2 colheres de semente de linhaça 
  • 2 colheres de aveia em floco
  • 1 colher de castanha granulada
  • Um punhado de gergelim

A minha máquina (a marca é Cadence) tem uma função para pão integral. Usei essa é graduei a cor do pão para médio. 

Só separar a manteiga para acompanhar!
  

Cozinha da Doidivana

Todo mundo sempre diz que o melhor da casa para bater um papo é a cozinha, certo? Eu vejo isso na prática. Adoraria ter uma cozinha enorme, mas a realidade é o contrário disso. Ela é pequena, cabe poucas pessoas e eu vivo esbarrando comigo mesmo dentro dela. Porém, toda vez que recebo alguém e tenho que preparar algo durante a visita, todo mundo fica lá, apertadinho passando calor.

O Sesc Ipiranga, junto com a escritora Ivana Arruda Leite, pegaram esse conceito e o aplicaram no projeto Cozinha da Doidivana, que teve início no ano passado. Uma série de convidados (a primeira etapa, em 2014, contou com nomes como Michel Laub, Marcia Tiburi, Rodrigo Lacerda, Índigo, entre outros ) serão recebidos e conversarão com Ivana enquanto ela prepara um dos seus pratos escolhido especialmente para cada figura do evento.

Somente 24 pessoas participam por vez. Além de poder interferir no bate-papo, a plateia também saboreia o cardápio da noite. Incrível, né?

Quem tiver interesse, o site do Sesc tem mais informações. O evento começa no próximo domingo, dia 26 de abril, com os escritores Lourenço Mutarelli e Lucimar Mutarelli. O menu da noite será Baião de Dois.

 

 

Minha primeira receita do Rodrigo Hilbert

Sempre que eu posso, vejo o programa do Rodrigo Hilbert no GNT. Ele e a Rita Lobo são dois representantes da cozinha que eu mais gosto: simples e com personalidade. Gosto de comida com sabor de casa, jeitinho de aconchego, sabe? E, para mim, doces com milho tem essa cara. Se acompanhados de um café, não precisamos de mais nada para colocar o sorriso no rosto.

Apesar de gostar das receitas do Rodrigo, nunca tinha feito nada. Minha estreia aconteceu depois de eu babar uns três litros com o pudim de milho dele. Além de delícia, é super fácil de fazer.

Os ingredientes:

  • 1 lata de milho cozido
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 pacote de coco ralado
  • 2 latas de leite condensado
  • 6 ovos
Bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque numa forma com furo no meio, previamente untada com manteiga e farinha de trigo. Leve ao forno (temperatura de 180 graus) por cerca de uma hora. Ele fica bem firme e amarelinho. Depois que esfriar, desenforme. A receita é a rainha do colesterol, mas compensa cada caloria.
 Pudim de Milho

Dois anos de Clarice

Com três meses de atraso, venho compartilhar a receita que escolhi para comemorar os dois anos da Clarice. Durante todo o primeiro ano dela, fiz um bolo para celebrar cada mês alcançado. E decidi que iria repetir esse ritual a cada ano. Perto da data, ela mesma já deu pista do que queria: algo com maçã.

Nesse segundo ano de vida, Clarice se tornou uma companheira ainda mais presente na minha vida. Mudei de trabalho e, motivada por ela, priorizei qualidade de vida e felicidade em vez de bens materiais. Com isso, fortalecemos nossos elos, ficamos mais próximas ainda. Parece que ela aumentou a cola e viramos dois grudinhos.

Perto do aniversário, Clarice começou a ver Caillou (aka o desenho com a música de abertura mais mala de todos os tempos) intensamente. Em um dos episódios, ele comia uma torta de maçã e Clarice pedia sempre um doce de maçã. Foi assim que surgiu a ideia para o sabor do bolo de dois anos.

Seguindo o conceito dos bolos do primeiros ano, procurei algo bem caseiro e tranquilo para comemorar. E queria algo prático também. Achei no site da GNT uma opção super bacana. Os ingredientes:

  • 3 ovos
  • 1 xicara (chá) de óleo
  • 2 xícaras (chá) de açúcar
  • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
  • 4 maçãs descascadas
  • 1 colher (sopa) de fermento
  • Canela
  • Nozes (moídas no pilão)
  • Uvas-passas

Descasque a maçã e a corte em cubinhos. Guarde as cascas. Elas vão junto com os ovos,  o óleo e o açúcar no liquidificador. Em uma tigela, misture a farinha de trigo, o fermento e a canela. Depois, acrescente a mistura do liquidificador, mexendo aos poucos. Acrescente os cubinhos e mação, as nozes e as uvas e leve essa mistura para uma forma untada e salpicada com farinha. Eu coloquei um pouco da canela nessa mistura só para dar uma graça a mais. Leve ao forno (algo em torno de 220 graus) por cerca de 40 minutos ou até que o palitinho saia seco.

A pequena ficou super feliz com o bolo de maçã igual ao do Caillou.

 

Clarice cortando o seu bolo de maçã igual ao do Caillou

Clarice cortando o seu bolo de maçã igual ao do Caillou