Carne cremosa com camembert 

Adoro receitas rápidas e que têm uma textura mais cremosa. Para mim, elas dão o aconchego perfeito para um dia preguiçoso. Essa daqui eu tirei de uma receita que eu vi em algum lugar que não me lembro e recriei com outros ingredientes. 

  • 500g de patinho moído 
  • 1/2 cebola pequena
  • 3 dentes de alho picados 
  • 120g de camembert 
  • 2 colheres de mostarda da sua preferência
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 colher de amido de milho
  • 1/2 copo de azeitona verde

Para começar, refogue o alho e cebola no azeite. Jogue a carne e vá mexendo para ela ficar em pedacinhos bem pequenos.  Tempere com sal a gosto. Quando ela estiver cozida, acrescente o queijo aos poucos, misturando bem. Assim que ele derreter, coloque o creme de leite, a azeitona e a mostarda. Depois, o amido de milho. Mexa bem até esse creme dar uma engrossada. Então, transfira para uma assadeira pequena. Cubra com queijo parmesão ralado, orégano e leve ao forno para gratinar.

Ele vai muito bem com uma salada e arroz. Você pode servir com batata palha também. 

  

Sobrô d’ontè

Na linha do que eu publiquei outro dia, a receita de hoje é para aproveitar aqueles pedaços de carne assada que ficam sambando na geladeira. O famoso prato da cozinha internacional: sobrô d’ontè!

Quem gosta de farofa, levanta a mão! o/ Eu amo! E adoro esses pratos que aproveitam tudo o que tem em casa. Primeiro, peguei três pedaços de carne e triturei no processador de alimentos, mas você pode desfiar na mão também.

Em uma panela, refoguei quatro dentes de alho em bastante azeite. Acrescentei dois copos de farofa temperada (a minha vinha com batata palha também) e misturei bem. Depois, coloquei a carne e meio copo de azeitona verde picada. Em uma frigideira com um pingo de manteiga, fiz um ovo mexido que acrescentei na farofa para finalizar. 

Nem precisa de acompanhamento. Só essa farofa já é praticamente uma refeição. 

  

Quando em Santiago…

… por favor, vá até a Coquinaria! Recentemente, fui para o Chile novamente. E quando eu descubro que eu vou para um lugar, a primeira coisa que começo a pesquisar é: onde comer. E Santiago é uma coisa em opções para comer. Vaaaaaaários lugares muito bacanas, vinhos deliciosos, uma amplitude de cervejas e pratos cheios de peixe e frutos do mar diferentes.

Quando comecei a pesquisar, dei de cara com um lugar que aparecia em todos os posts e dicas: Coquinaria. Eles tem três endereços e eu fui no da Isidora Goyenechea, embaixo do Hotel W e de uma loja chamada Il Mundo del Vino.

Além de restaurante (com pratos sensacionais), o Coquinaria também é um empório, com tudo o que você precisa para ser feliz na cozinha. Vinhos, panelas e apetrechos sonhos de consumo, chocolates, vinhos, queijos, chás, temperos, livros etc, etc, etc, etc. Dá vontade de morar lá dentro e acabar com todo o crédito naquele lugar.

Em dias mais fresquinhos ou de calor, a área externa é uma ótima opção. Meu pedido foi um trio de linguine com frutos do mar maravilhoso (foto). De sobremesa pedi uma espécie de um petit gateau que, sinceramente, me decepcionou um pouco. O legal também é que o lugar é super child-friendly, o que conta muito para mim, já que viajo com uma pequena de 2 anos. Os garçons foram super simpáticos com a Clarice e tentaram, a todo custo, se comunicar com ela de alguma maneira. Isso já conta pontos na minha análise.

Trouxe uns chás para a casa, avelãs cobertas com chocolate (ótimo para colocar ao lado de um espresso), chocolate da casa e creme de avelã. Em resumo, não deixe de ir!

  

Fazendo waffle

Ando com vontade de comer um waffle desde que comecei a ser perseguida pelas fotos do Belga Corner, restaurante que fica no Itaim, em São Paulo – se não conhece, procure as fotos por aí. Te desafio a aquieta suas lombrigas depois de ver. A vontade só aumentou quando comprei uma sanduicheira que vinha também com placas para fazer o danado.

Eis que, numa bela tarde, resolvi testar o negócio. A receita é super fácil e os ingredientes são:

  • 1 xícara de leite
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 colher (chá) de fermento químico em pó
  • 2 colheres (sopa) de açúcar
  • 2 colheres (sopa) de manteiga derretida
  • 1 ovo inteiro

Separe a gema da clara e bata as claras em neve. Reserve. Em uma tigela, misture os resto dos ingredientes até ficar uma massa homogênea e, depois, acrescente as claras, misturando delicadamente. Aí, é só levar na máquina e esperar ficar dourado. O rendimento são seis waffles.

Na hora de comer, você pode colocar sorvete, creme de avelã, calda, mel, cream cheese, brigadeiro… Eu coloquei uma bola de sorvete e uma calda de frutas vermelhas de uma marca chamada Mathilda (você pode achar nesse link).

  

Lasanha da Nigella

Tenho uma amiga, a Ana, que é praticamente um Garfield. Ela AMA lasanha com todas as forças do corpo dela. Impossível fazer uma em casa sem lembrar da pessoa. E, nesse último ano, achei a minha receita predileta de lasanha: é a Lasanha Calabresa Rápida da Nigella, que está no livro Nigelissima. Já fiz inúmeras vezes e tem sido um dos pratos mais frequentes quando chamo alguém para almoçar ou jantar em casa.

Resolvi fazer esse post dedicado à Nath, futura esposa da Ana, as donas do casamento mais bapho desse ano. Comida = amor. Portanto, quero dar minha contribuição para a Nath ter a Ana para sempre. Mesmo porque, ela é a namorada mais bacana que a Ana já teve e quero que a relação das duas dure uma eternidade. Além de tudo, a Nath é carioca. Tamu junto, peixe!

Os ingredientes são:

  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa  de azeite
  • 1 cebola pequena
  • 1 colher de chá de sal marinho em flocos ou 1/2 colher de sal refinado
  • 500 g de carne moída (eu usei patinho)
  • 60 ml de vinho tinto
  • 1,2 l de polpa de tomate e 1 litro de água
  • 250 g de muçarela em bola (não pode ser a de búfala)
  • 500 g de folhas de lasanha seca
  • 350 g de presunto cortado em fatias finas
  • parmesão ralado a gosto

Coloque os ovos para cozinhar. Eu deixo por cerca de 10 minutos, mas porque eles normalmente estão gelados. Em uma outra panela, aqueça o azeite e jogue a cebola. Quando ela começar a ficar bem transparente, jogue a carne, o sal e deixe até a carne ficar macia e perder a cor vermelha de crua. Nesse ponto, coloque o vinho. Deixe apurar um pouco e coloque a polpa de tomate e a água. Mexa e, quando começar a levantar fervura, tampe a panela e deixe assim por uns 5 minutos. Desligue o fogo.

Nesse momento, você liga o seu forno a 200 graus para aquecer e começa a montagem. Descasque os ovos e pique de maneira grosseira. Fatie também as bolinhas de queijo. Em uma forma grande, coloque um pouco de molho e espalhe para a massa não grudar no fundo, cubra com a massa, depois outra concha de molho, parte das folhas de presunto, parte dos ovos e do queijo (a Nigella sugere um 1/3, mas como a minha lasanha sempre fica mais alta do que a dela, sugiro 1/4). Repita o processo nas outras camadas. Na última, cubra com a massa restante, regue com todo o molho que ainda tem na panela e salpique queijo ralado.

Cubra com o papel alumínio, com o cuidado de selar bem as bordas, e leve ao forno por cerca de uma hora. Depois disso, tire o alumínio (a lasanha deve estar, nas palavras de Nigella, com a aparência enrugada de um Shar Pei, do contrário, você volta com o papel e deixa mais uns 10 minutos) e espere esfriar um pouco. Eu gosto de colocar a forma descoberta no forno por mais uns 10 minutos para secar um pouco do molho e ela não ficar tão molhada.

Eu acho que ela fica muito mais leve do que as outras receitas de lasanha que já fiz.

  

Para esquentar o frio

Odeio desperdício e tenho criado algumas táticas para não jogar nada fora. Uma delas é comprar as coisas aos poucos, já pensando o que fazer com elas. E só compro de novo quando usar tudo.

Porém, mesmo assim, algumas ingredientes ainda sobram. Estava com metade de um brócolis na geladeira esses dias e resolvi fazer um creme com ele para aquecer, de maneira light, um almoço. Eu mesma inventei e ficou uma delícia.

Além da metade de um buquê de brócolis ninja, eu usei um pote de creme de ricota e três dentes de alho.

Cozinhe o brócolis na panela de pressão com uma xícara de água e os dentes de alho. Quando a panela pegar a pressão (fazendo o seu barulho tradicional), deixe cozinhar por mais cinco minutos. Depois de abrir a panela, pegue um mixer e transforme o brócolis, a água e o alho em um creme (dica: cubra a panela com um pano para evitar sujeira). Tempere com sal, pimenta do reino e acrescente o creme de ricota. Em fogo médio, vá mexendo até tudo estar incorporado e formar um creme homogêneo. Quando levantar fervura, está pronto!

  

Cozinhando com açafrão 2

Bom, depois que eu testei meu risoto com açafrão, me empolguei. Sempre achei que o combo açafrão e frango se dão muito bem. Então, meu segundo prato com esse tempero que vale ouro foi um arroz com frango e ervilha. É ridículo de fazer.

Os ingredientes:

  • 1 copo de arroz branco
  • 350 g de peito de frango em cubos
  • 1 lata de ervilha
  • 2 pitadas de açafrão
  • 1/4 de cebola picada

Primeiro, refogue o frango em azeita e alho, colocando sal a gosto. Deixe ele separado. Em outra panela, faça o arroz como você está acostumado. Refogue a cebola e coloque o arroz, acrescentando junto o sal. Quando ele começar a ficar bem brilhante, coloque duas xícaras de água fervendo. Acrescente o açafrão nesse momento e mexa. Baixe o fogo, deixe a panela mais ou menos fechada e deixe a água secar. Quando estiver quase no fim desse processo, coloque o frango e a ervilha. Pronto!

O mais legal desse prato é que ele pode ser servido sozinho. Não precisa se preocupar com acompanhamento.

O vermelho que aparece na foto é um bacon de soja que comprei numa quitanda natureba que tem perto de casa. E o sabor é muito próximo do bacon. Achei que ia dar uma cor legal na foto. 🙂

  

Usando açafrão 1

Desde que eu comecei a manifestar meu gosto pelas panelas, amigos queridos sempre me trazem coisas de comida como presente de viagem! Amoooo esse tipo de pessoa que dá comida de presente (além de itens de papelaria). Alguns desses amigos queridos me trouxeram açafrão de suas viagem e eu vinha há muito tempo ensaiando para usar.

Adoro comida com açafrão. Seja pelo cheiro, cor ou sabor, os pratos ficam bem gostosos. Mas eu tinha medo de usar e errar o ponto. Porém, esse é um dos temperos mais caros do mundo, eu tinha dois potes em meu poder e precisava usar.

Depois de uma série de tapas na cara, fiz meu primeiro experimento. Um risoto de açafrão. A base é a mesma de sempre e você pode seguir por aqui. Quando você estiver no final do processo de cozimento, acrescente dois pitadas de açafrão para o risoto pegar o sabor e a cor dessa pequena iguaria.

O que eu fiz foi colocar aos poucos o tempero até chegar no sabor que eu queria. Provar é sempre a chave do negócio. Para acompanhar, fiz um filé de peixe no forno. Mas açafrão cai muito bem com frango também, como mostrarei na próxima receita.

Lanche coletivo – bolo sem leite de origem animal

Quando a gente tem filho, acaba entrando em contato com todo um mundo novo. Quem gosta de cozinhar, normalmente curte fazer pratos elaborados, cheio de trelelê. E quando seu filho começa a comer, por mais que role todo um amor envolvido no processo de cozer aquilo que vai alimentar aquele ser pequenino, é sem graça. A criança faz uma cara horrenda na primeira papinha salgada e é uma comida sem muita criatividade.

Acho o máximo que a Clarice já come comida de gente grande (claro que eu evito coisas, como frutos do mar) e gosto de envolvê-la, sempre que possível, na cozinha, mesmo que seja só para observar. Li que isso é importante para a criança comer bem. Quem a conhece sabe que comida não é um problema para ela.

A escola dela tem uma atividade que contribui muito para esse processo: toda sexta-feira, uma das crianças fica responsável por levar o lanche para a sala inteira. A ideia é que as crianças pensem em seus amigos e participem de todo o processo, se preocupando com gostos e particularidades de cada um.

Na sala dela, uma das amiguinhas tem problemas com leite de origem animal. Então, quando fui pensar no cardápio do primeiro lanche coletivo da Clarice, além de escolher algo que fosse saudável (afinal, Clarice não precisa comer tanta besteira como mãe), agradasse às crianças e também não levasse leite. Lendo, você pode achar que isso é um saco, mas eu adorei a tarefa. Sempre achei que cozinhar é colocar amor em algo. Fazer isso com a Clarice é muito divertido.

Minha escolha foi um bolo de fubá. E, não querendo me gabar, foi sucesso entre as crianças!

Segue a receita:

  • 3 ovos
  • 2 xícaras de fubá
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 2/3 de xícara de óleo
  • 1 xícara de leite de soja
  • 1 vidro de leite de coco
  • 1 e 1/2 xícara de açúcar
  • 1 colher de sopa de fermento químico

Fazer é de uma complicação sem fim. Tudo no liquidificador e bate. Deixe o fermente por último, quando a massa já estiver homogênea. Ele fica mais fofo. Se quiser, você pode colocar também um pacote de coco ralado. Unte uma forma com óleo e cubra com fubá também, assim, o bolo fica mais amarelinho. Leve ao forno pré aquecido em 220 graus. O ponto é o bom e velho palito limpo.